Eu vejo muita anime japonesa, acabo uma e vejo logo outra, com ajuda do meu sobrinho mais velho.
Um dos assuntos que mais me tocou foi amigos que se separam, ou dão a vida um pelo outro.
Quando via isso eu pensava “ nunca irei sentir isso “ mas senti, no adeus ao Herculano, pensei que ficaria com ele para sempre, eu gordo e de cabelos cinzentos e bigode resmunguento a contar a minha vida com ele ao meu lado, mas enganei-me ele deixou-me, ao princípio zanguei-me, achei que ele me tinha traído, mas depois vi que ele tem que aprender mais sobre a minha dificuldade e dentro destas quatro paredes não fazia nada.
Bem ficamos com dois técnicos: a Maravilhosa Natália, que parece a manajer da banda dos DMC, quem quiser saber quem ela é, venham à minha sala que eu mostro- vos. E o venenoso do Araújo, meu Deus ele vai sofrer muito nas mãos da Natália, estou a ver ela a entrar na sala e a espetar um valente soco no Araújo ou a dar-lhe uma cotovelada.
Este ano vou ajudar o tio Carneiro às quintas de manhã, nas saídas dele e fui eu que tratei de tudo com a Dra. Helena e Dr. Eduardo para que isto pudesse acontecer.
Espero tirar a carta, o tio Carneiro já esta ajudar-me a decorar alguns sinais na rua.
O meu segundo livro irá sair - palmas eh, eh, - com a ajuda da Natália estou a tratar do terceiro livro “ Ensaio sobre o autismo” só posso dizer que é uma homenagem ao escritor José Saramago.
Eu vou ajudar no grupo C não como utente mas sim como técnico, um dia o meu sensei Herculano disse-me “não te vejo como um utente mas sim um técnico do grupo D” eu vou tomar conta do grupo ajudar os meus companheiros, principalmente o Morais.
André Vilaça
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Novidades
O Grupo D, através do Projecto InBetweeN que foi desenvolvido em parceria com uma turma de Inglês do Colégio do Sardão, vai estar a representar a APPDA Norte, na Eslovénia entre os dias 28, 29 e 30 de Setembro, na Internetwork Conference.
O grupo D está diferente!!!
Com a saída do Herculano houve necessidade de reestruturar o grupo.
Neste momento podem contar com o João, Natália, o Morais, o Ribeiro, o Vilaça e o João Pedro para continuar este projecto...
O grupo D está diferente!!!
Com a saída do Herculano houve necessidade de reestruturar o grupo.
Neste momento podem contar com o João, Natália, o Morais, o Ribeiro, o Vilaça e o João Pedro para continuar este projecto...
O Vasquinho na FADEUP
O que vos vou falar não é uma reportagem, é um trabalho sobre o Vasquinho na FADEUP, no qual eu estou a trabalhar, mas aqui fica um esboço.
O que mais gosto no Vasquinho é que ele é meigo e trapalhão como eu e gosta de desenhar, tal como eu.
Na FADEUP ele gosta de fugir ao trabalho. Quando diz «Quero água», às vezes não quer, mas é como um vício. Quando o observo ele não quer fazer nada, mas quando o faz, faz bem. Para ele o ideal é dar-lhe um papel e uma caneta. Às vezes foge, dizendo que não quer, o que tem piada, é que ele é um homem grande e forte, tem uma voz muito fininha e dá prazer ouvi-lo.
Se eu fosse técnico ficava com ele, porque ele tem muito para nos ensinar. Ele não sabe o que é a maldade, uma coisa que noto é que ele dá mimos ao professor e depois olha para ele à espera de retribuição.
È muito trapalhão e leva tudo à frente, esses são os únicos defeitos dele.
Quando tiver o trabalho dele pronto eu passo por todos do Centro para lerem.
André Vilaça
O que mais gosto no Vasquinho é que ele é meigo e trapalhão como eu e gosta de desenhar, tal como eu.
Na FADEUP ele gosta de fugir ao trabalho. Quando diz «Quero água», às vezes não quer, mas é como um vício. Quando o observo ele não quer fazer nada, mas quando o faz, faz bem. Para ele o ideal é dar-lhe um papel e uma caneta. Às vezes foge, dizendo que não quer, o que tem piada, é que ele é um homem grande e forte, tem uma voz muito fininha e dá prazer ouvi-lo.
Se eu fosse técnico ficava com ele, porque ele tem muito para nos ensinar. Ele não sabe o que é a maldade, uma coisa que noto é que ele dá mimos ao professor e depois olha para ele à espera de retribuição.
È muito trapalhão e leva tudo à frente, esses são os únicos defeitos dele.
Quando tiver o trabalho dele pronto eu passo por todos do Centro para lerem.
André Vilaça
“Amália” - O Filme
Eu ia com um pé atrás com o filme. Por causa das “ porcarias “, não há outro termo para os filmes portugueses, em que para ter sucesso tem que meter uma actriz lindíssima e cenas de sexo com ela. Mas este fez o contrário pegou numa história verídica de uma diva do Fado, a Amália, e tornou-a num filme que me deixou sem palavras. O filme, se não fosse falado em Português, eu diria que era de Hollywood. Logo no começo o filme tem uma cena com a Amália em Nova York que é simplesmente linda, só via estas cenas em filmes de Hollywood. A personagem que gostei mais foi o avô dela, que era tão generoso e o actor deu um toque genuíno ao papel. O avô e a Amália fizeram-me lembrar eu e a minha avó materna. Os actores estão cinco estrelas, a banda sonora de orquestra, pela primeira vez num filme português, é linda. A maquilhagem da Amália a envelhecer está linda, eles chamaram dois maquilhadores americanos, dai ter sido o filme português mais caro de sempre. A história de amor que me comoveu, com o banqueiro Espírito Santo, está à Hollywood e com um final trágico. Eu quero ser um escritor famoso, poder realizar os meus sonhos e dos meus amigos, mas com este filme eu vi que podemos ter tudo, andar pelo mundo, e mesmo assim sermos infelizes porque os amigos novos que arranjamos só nos querem por dinheiro, e os antigos deixam-nos porque pensamos que somos importantes e ligamos aos falsos amigos como aconteceu com a irmã dela, a Celeste e com a traidora da Detinha, mas mais não conto porque estrago o enredo original do filme. O melhor filme português desde os gloriosos filmes a preto e branco.
André Vilaça
André Vilaça
“Crepúsculo” - O Livro
Caros Leitores do Zapping o “Crepúsculo” é uma saga de livros escrita pela escritora americana Stephanie Meyer. Os livros são viciantes, só estou bem a lê-los, já li três vezes o primeiro, duas vezes o segundo, intitulado “A Lua Nova” e agora estou a ler o terceiro.
A história é sobre Bella, uma jovem que vai para Forbes, a cidade do seu pai, onde conhece Eduard Colling, um jovem estranho que ela depois descobre que é um vampiro. Mas Eduard é um vampiro vegetariano, porque não bebe sangue dos humanos.
Ele é tão romântico para a Bella que eu gostava de ser assim para a Ana, a filha do Sr. Carneiro. Não via uma história de amor assim desde o Braveheart e o Titanic.
Os livros são a minha razão de viver. Nestas férias fui para o meu irmão e esqueci-me de levar o livro desta saga. Fiquei esquisito à noite, então peguei no portátil e comecei a ver a minha outra razão de viver, a série de animação Naruto.
Ainda não vi o filme porque sempre que fui ao cinema estava esgotado. Mas o Herculano já o viu e diz que é muito bom.
A história é sobre Bella, uma jovem que vai para Forbes, a cidade do seu pai, onde conhece Eduard Colling, um jovem estranho que ela depois descobre que é um vampiro. Mas Eduard é um vampiro vegetariano, porque não bebe sangue dos humanos.
Ele é tão romântico para a Bella que eu gostava de ser assim para a Ana, a filha do Sr. Carneiro. Não via uma história de amor assim desde o Braveheart e o Titanic.
Os livros são a minha razão de viver. Nestas férias fui para o meu irmão e esqueci-me de levar o livro desta saga. Fiquei esquisito à noite, então peguei no portátil e comecei a ver a minha outra razão de viver, a série de animação Naruto.
Ainda não vi o filme porque sempre que fui ao cinema estava esgotado. Mas o Herculano já o viu e diz que é muito bom.
Ferias em El Saler - Valência (Espanha) de 1-08-09 a 10-08-09
No dia 1 de Agosto acordei as 5 da manhã para partir as 6 horas. A viagem foi muito grande e tive que parar pelo caminho o meu pai aproveitou para encher o depósito do Mercedes. Cheguei a El Saler às 19 horas e fomos logo procurar o hotel. O Hotel era muito bonito e chamava-se Sidi Saler. Não tinha RTP internacional. Tem duas piscinas, uma exterior e uma interior, tem também um ginásio. Foi no ginásio que perdi muitas calorias. Eu fui lá muitas vezes. Os empregados eram muito simpáticos. Fui à praia quase todos os dias, mas para ir a Valência ia na carinha do hotel. A praia era muito grande e também havia uma praia de nudismo.
A água era quente mas tinha muitas alforrecas. As raparigas vestiam mini -saia e saia e também faziam na praia topless Eu gostei de tudo em valência. Eu comi tortilha á espanhola, calmares, massa, piza, pasta, um Big Mac, Sunday de caramelo. Mcflurry de Magnum, uma comida turca e um gelado Frigo. Eu levei a minha bola da liga sagres. Visitei o museu príncipe Felipe e vi as obras do arquitecto Santiago Calatrava que eram muito bonitas. As casas eram muito diferentes das nossas porque eram muito inclinadas Eu no museu tirei fotos a tudo mas o que eu gostei mais foi ver o homem aranha pendurado no tecto do museu. Antes de visitar o museu príncipe Filipe almocei. Isso foi na segunda-feira dia 9. A noite jantava depois passeava pela cidade depois 23 horas ia para autocarro do hotel Sidi Saler e voltava. Eu comprei umas calças pretas em Valença. O regresso a Portugal foi dia 10 Agosto 2009. O meu pai antes de Vilar Formoso voltou a encher o depósito eu aproveitei para ir a casa de banho e comer um gelado Frigo o ultimo em Espanha.
André Ribeiro
A água era quente mas tinha muitas alforrecas. As raparigas vestiam mini -saia e saia e também faziam na praia topless Eu gostei de tudo em valência. Eu comi tortilha á espanhola, calmares, massa, piza, pasta, um Big Mac, Sunday de caramelo. Mcflurry de Magnum, uma comida turca e um gelado Frigo. Eu levei a minha bola da liga sagres. Visitei o museu príncipe Felipe e vi as obras do arquitecto Santiago Calatrava que eram muito bonitas. As casas eram muito diferentes das nossas porque eram muito inclinadas Eu no museu tirei fotos a tudo mas o que eu gostei mais foi ver o homem aranha pendurado no tecto do museu. Antes de visitar o museu príncipe Filipe almocei. Isso foi na segunda-feira dia 9. A noite jantava depois passeava pela cidade depois 23 horas ia para autocarro do hotel Sidi Saler e voltava. Eu comprei umas calças pretas em Valença. O regresso a Portugal foi dia 10 Agosto 2009. O meu pai antes de Vilar Formoso voltou a encher o depósito eu aproveitei para ir a casa de banho e comer um gelado Frigo o ultimo em Espanha.
André Ribeiro
“Olha-me nos olhos” – de André Vilaça
Nós, os Asperger, também temos os nossos tiques, os meus é quando de repente perco a realidade e imagino que estou dentro de um filme. Às vezes fico envergonhado, ontem vi o teaser do filme “Transformers 2”, fiquei tão fascinado com o que vi que fiquei por uns segundos fora da realidade e fiquei envergonhado com medo que alguém estivesse a ver. Outro dos tiques que fazia era imitar o som de naves espaciais, tornava-se arreliante para quem estava ao meu lado.
Quando me diagnosticaram Autismo, eu fui investigar na net, vi vídeos de miúdos como os meus queridos miúdos da APPDA-Norte e pensei como é que eu poderia ser como eles? Até que vi autistas famosos, lá dizia que matemáticos e génios tinham todos uma forma de autismo chamada sindroma Asperger, fiquei aliviado.
Nós, os Asperger, não conseguimos olhar nos olhos. Eu agora consigo, mas quando era pequeno não conseguia, por isso fui chamado de malcriado e levei muitas reguadas por causa disso. A minha professora não compreendia que eu era especial, o Hitler comparado com ela era um santinho. Eu passava os intervalos a fazer os oito com o andar e a assobiar a musica “ Imagine “. Todos me chamavam de maluco, então quando dizia que ia ao Magalhães Lemos é que não paravam de chamar-me maluco. Não gosto muito de pensar ou falar nisto, mas tenho que falar. Às vezes identifico-me com as personagens do Naruto porque eu também fui discriminado como eles. Eu era tipo o Brain, um cromo autêntico. Ninguém gostava de mim, porque eu só falava da “Guerra das Estrelas“, animes Japonesas e de História antiga. Também lia muito e passei dias e dias na biblioteca, às vezes era chamado o fantasma da biblioteca.
Nós, os Asperger, temos de ter alguém para seguirmos em frente, no meu caso o Pai Carneiro, às vezes ele não fala comigo e eu fico triste. Houve uma altura em que ele não falava para mim, fiquei aflito, pensei que ele já não gostava de mim, fiquei super nervoso, então na carrinha um dia perguntei-lhe se já não gostava de mim. Ele sorriu e disse que sempre iria gostar de mim, mas estava só preocupado com algo que nem dava muita atenção ao resto.
Fiquei aliviado, porque nós, os Asperger, ficamos assim quando uma coisinha de nada nos acontece.
Quando me diagnosticaram Autismo, eu fui investigar na net, vi vídeos de miúdos como os meus queridos miúdos da APPDA-Norte e pensei como é que eu poderia ser como eles? Até que vi autistas famosos, lá dizia que matemáticos e génios tinham todos uma forma de autismo chamada sindroma Asperger, fiquei aliviado.
Nós, os Asperger, não conseguimos olhar nos olhos. Eu agora consigo, mas quando era pequeno não conseguia, por isso fui chamado de malcriado e levei muitas reguadas por causa disso. A minha professora não compreendia que eu era especial, o Hitler comparado com ela era um santinho. Eu passava os intervalos a fazer os oito com o andar e a assobiar a musica “ Imagine “. Todos me chamavam de maluco, então quando dizia que ia ao Magalhães Lemos é que não paravam de chamar-me maluco. Não gosto muito de pensar ou falar nisto, mas tenho que falar. Às vezes identifico-me com as personagens do Naruto porque eu também fui discriminado como eles. Eu era tipo o Brain, um cromo autêntico. Ninguém gostava de mim, porque eu só falava da “Guerra das Estrelas“, animes Japonesas e de História antiga. Também lia muito e passei dias e dias na biblioteca, às vezes era chamado o fantasma da biblioteca.
Nós, os Asperger, temos de ter alguém para seguirmos em frente, no meu caso o Pai Carneiro, às vezes ele não fala comigo e eu fico triste. Houve uma altura em que ele não falava para mim, fiquei aflito, pensei que ele já não gostava de mim, fiquei super nervoso, então na carrinha um dia perguntei-lhe se já não gostava de mim. Ele sorriu e disse que sempre iria gostar de mim, mas estava só preocupado com algo que nem dava muita atenção ao resto.
Fiquei aliviado, porque nós, os Asperger, ficamos assim quando uma coisinha de nada nos acontece.
Sondagem Legislativas 2009 Grupo D Zapping
As eleições legislativas irão realizar-se no próximo dia 27 de Setembro. O Zapping realizou uma sondagem no sentido de perceber, no contexto da APPDA Norte, quais seriam as intenções de voto. A recolha de votos decorreu através de um contacto pessoal com cada um dos votantes, a quem foi pedido que preenchesse um boletim de voto, sendo os mesmos depois colocados dentro de uma caixa. Seguidamente procedemos à contagem dos votos a qual está discriminada ao lado.
PS Partido Socialista 13 votos
PPD/PSD Partido Social Democrata 3 votos
MMS Movimento Mérito e Sociedade 0 votos
POUS Partido Operário de Unidade Socialista 0 votos
P.N.R. Partido Nacional Renovador 0 votos
CDS-PP CDS - Partido Popular 2 votos
MPT-P.H. FEH - Frente Ecologia e Humanismo 0 votos
PND Nova Democracia 0 votos
PCP-PEV CDU - Coligação Democrática Unitária 1 voto
PCTP/MRPP
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses 0 votos
MEP Movimento Esperança Portugal 0 votos
B.E. Bloco de Esquerda 9 votos
PPM Partido Popular Monárquico 1 voto
PPV Portugal pro Vida 0 votos
PS Partido Socialista 13 votos
PPD/PSD Partido Social Democrata 3 votos
MMS Movimento Mérito e Sociedade 0 votos
POUS Partido Operário de Unidade Socialista 0 votos
P.N.R. Partido Nacional Renovador 0 votos
CDS-PP CDS - Partido Popular 2 votos
MPT-P.H. FEH - Frente Ecologia e Humanismo 0 votos
PND Nova Democracia 0 votos
PCP-PEV CDU - Coligação Democrática Unitária 1 voto
PCTP/MRPP
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses 0 votos
MEP Movimento Esperança Portugal 0 votos
B.E. Bloco de Esquerda 9 votos
PPM Partido Popular Monárquico 1 voto
PPV Portugal pro Vida 0 votos
Quinta-feira, Dezembro 04, 2008
III Bienal
A III Bienal constituiu-se como mais um importante espaço de divulgação, sensibilização, formação e partilha de experiências entre todos os que convivem de perto com a realidade das perturbações do espectro do autismo.
Para mais informações àcerca da forma como decorreram os trabalhos bem como para ter acesso a todos os resumos das comunicações apresentadas pode consultar o site da APPDA-Norte em:
www.appda-norte.org.pt
Para mais informações àcerca da forma como decorreram os trabalhos bem como para ter acesso a todos os resumos das comunicações apresentadas pode consultar o site da APPDA-Norte em:
www.appda-norte.org.pt
Editorial
Eu no dia 25 de Outubro participei numa conferência – “Inside Vision” – sobre o Autscape. O Martijn e a Kalen, dois amigos que são autistas e que conheci na minha visita ao Autscape, vieram falar de si e do que trata o Autscape. Eu fui falar da minha experiência no Autscape. Quando ouvi as suas experiências em Inglaterra, em como andam na universidade e em como têm filhos, apetecia-me apanhar o primeiro avião e ir viver para Liverpool só para ver se realizava os meus sonhos. Eu estava calmo, admito que nem estava nervoso, porque no dia anterior o meu melhor amigo Sr. Carneiro, tinha-me dito nas suas palavras – “Vilaça, imagina que estás a falar comigo, calmo e sereno”. Quando estou nervoso dá-me para me rir como um perdido. No funeral da minha avó materna, Maria Lima, eu na missa comecei a rir-me como um perdido e tive que ir para fora da igreja com o meu irmão. Mas correu-me bem, só acho que li um pouco depressa demais e todos me disseram isso.
Todos diferentes, todos iguais. Eu adoro palmas, acho que me sinto um pouco importante mas o Martijn e a Kalen não gostam; eu quanto mais luz melhor mas eles não gostam; para apreciar boa música, tenho que ouvi-la com som de cinema e quanto mais alto melhor mas eles não gostam. Somos diferentes em algumas coisas mas de resto somos iguais.
No jantar eu conheci a filha e o genro do ídolo do Sr. Carneiro, o António Mafra. Conversamos um bom bocado e acho que nos tornamos amigos. Também tive a oportunidade de conhecer o Fernando Azevedo que me ajudou a realizar o meu sonho de ir a Liverpool e ao Autscape e ter estas experiências. Claro ao Herculano, que é o meu Sensei Kakachi, porque ajuda-me e ralha-me mas sempre com um sorriso no rosto.
Espero repetir experiências iguais a estas, porque são estas experiências que me fazem crescer como pessoa e ter muito orgulho em mim mesmo, e isso também faz os meus amigos terem orgulho em mim.
André Vilaça
Todos diferentes, todos iguais. Eu adoro palmas, acho que me sinto um pouco importante mas o Martijn e a Kalen não gostam; eu quanto mais luz melhor mas eles não gostam; para apreciar boa música, tenho que ouvi-la com som de cinema e quanto mais alto melhor mas eles não gostam. Somos diferentes em algumas coisas mas de resto somos iguais.
No jantar eu conheci a filha e o genro do ídolo do Sr. Carneiro, o António Mafra. Conversamos um bom bocado e acho que nos tornamos amigos. Também tive a oportunidade de conhecer o Fernando Azevedo que me ajudou a realizar o meu sonho de ir a Liverpool e ao Autscape e ter estas experiências. Claro ao Herculano, que é o meu Sensei Kakachi, porque ajuda-me e ralha-me mas sempre com um sorriso no rosto.
Espero repetir experiências iguais a estas, porque são estas experiências que me fazem crescer como pessoa e ter muito orgulho em mim mesmo, e isso também faz os meus amigos terem orgulho em mim.
André Vilaça
Cantinho do Humor
Sabiam que a Miss Piggy tentou ser técnica do Grupo B? Mas na altura de ser escolhida a Dona Ana Maria preferiu a Dona Felismina.
A Dona Felismina, como sempre, compreensiva disse - Desculpe Miss Piggy mas eu também precisava do trabalho.
- Para ti é Dona Miss Piggy, se faz favor.
- Pode ser que seja escolhida para a próxima.
- Ouve bem Dona Felismina, quando entrares na sala que deveria ser minha, não toques nos bonitões do Flávio e do João Araújo porque eles são meus, meus e só meus.
- Amiga, eu prometo. Eu dava-te um beijinho mas comi bacon ao pequeno-almoço.
- Agora é assim? Com piadas agressivas sobre porcos para cima de mim?... - Eu não disse piada nenhuma…
- O que tens contra nós os porcos? Diz lá!
- Mas eu não disse nada sobre porcos.
- Pensas que eu quis nascer porca? Responde!
- Sabe uma coisa? Vou trabalhar.
- Sim foge! É o que se faz quando não se tem argumentos para uma cena de racismo contra os porcos.
A Dona Felismina, como sempre, compreensiva disse - Desculpe Miss Piggy mas eu também precisava do trabalho.
- Para ti é Dona Miss Piggy, se faz favor.
- Pode ser que seja escolhida para a próxima.
- Ouve bem Dona Felismina, quando entrares na sala que deveria ser minha, não toques nos bonitões do Flávio e do João Araújo porque eles são meus, meus e só meus.
- Amiga, eu prometo. Eu dava-te um beijinho mas comi bacon ao pequeno-almoço.
- Agora é assim? Com piadas agressivas sobre porcos para cima de mim?... - Eu não disse piada nenhuma…
- O que tens contra nós os porcos? Diz lá!
- Mas eu não disse nada sobre porcos.
- Pensas que eu quis nascer porca? Responde!
- Sabe uma coisa? Vou trabalhar.
- Sim foge! É o que se faz quando não se tem argumentos para uma cena de racismo contra os porcos.
Contos do Autismo por André Vilaça
Vou vos contar uma história sobre um jovem chamado André Vilaça que queria ser professor de História e que desapareceu sem dizer nada durante uns anos. Quando voltou vinha mais gordinho, barbudo, cabelo pequeno, casado com uma inglesa de Liverpool e com dois filhos, o Joaquim e Pedro. Era também professor de História e dava aulas numa universidade em Liverpool.
O Sr. Carneiro tinha chegado da equitação e estava a varrer a carrinha, quando o André apareceu à sua beira dizendo:
- Olá Sr. Carneiro.
- Olá, donde me conhece? – Sorriu – Já sei, do livro do Vilaça não é?
- Não se lembra de mim?
Ele olhou para o André e sorriu abraçando-o e disse:
- André voltaste, por onde andaste?
- Eu agora vivo na terra dos Beatles em Liverpool Sr. Carneiro, sou casado há cinco anos com uma jovem chamada Maria Crowe e tenho dois filhos, o Joaquim e o Pedro que são gémeos sabia?
- Parabéns, e deste a um deles o meu nome, obrigado.
- Dou aulas de História a universitários em Liverpool. Como vê realizei o meu sonho em Inglaterra.
- Boa, fico super feliz por ti Vilaça – diz o Sr. Carneiro comovido.
- O resto do pessoal?
- Devem estar no refeitório pois já são quatro horas. Vem comigo.
- Ok.
Entram no refeitório e o Sr. Carneiro anunciou o seu regresso. Todos foram a correr abraçar o Vilaça e perguntar-lhe aonde ele tinha estado este tempo todo.
O André contou a todos as novidades com o Sr. Carneiro todo babado por causa do seu regresso e do sucesso que fizera. Depois mostrou as fotos e convidou-os a jantar em sua casa para conhecerem a sua nova família.
O Sr. Carneiro tinha chegado da equitação e estava a varrer a carrinha, quando o André apareceu à sua beira dizendo:
- Olá Sr. Carneiro.
- Olá, donde me conhece? – Sorriu – Já sei, do livro do Vilaça não é?
- Não se lembra de mim?
Ele olhou para o André e sorriu abraçando-o e disse:
- André voltaste, por onde andaste?
- Eu agora vivo na terra dos Beatles em Liverpool Sr. Carneiro, sou casado há cinco anos com uma jovem chamada Maria Crowe e tenho dois filhos, o Joaquim e o Pedro que são gémeos sabia?
- Parabéns, e deste a um deles o meu nome, obrigado.
- Dou aulas de História a universitários em Liverpool. Como vê realizei o meu sonho em Inglaterra.
- Boa, fico super feliz por ti Vilaça – diz o Sr. Carneiro comovido.
- O resto do pessoal?
- Devem estar no refeitório pois já são quatro horas. Vem comigo.
- Ok.
Entram no refeitório e o Sr. Carneiro anunciou o seu regresso. Todos foram a correr abraçar o Vilaça e perguntar-lhe aonde ele tinha estado este tempo todo.
O André contou a todos as novidades com o Sr. Carneiro todo babado por causa do seu regresso e do sucesso que fizera. Depois mostrou as fotos e convidou-os a jantar em sua casa para conhecerem a sua nova família.
Os meus 5 anos na APPDA-Norte
Caros leitores do Zapping, no dia 10 de Novembro de 2008 fez cinco anos desde que vos conheci a todos. Admito que ao princípio pensei em desistir e ir-me embora, porque os meninos eram diferentes de mim e porque quem não me conhecia também me tratava de forma diferente. Os primeiros que me trataram como uma pessoa normal foram o Sr. Carneiro, a Marlene, o Herculano e a Natália. Mostraram-me que eu não devia desistir logo à primeira, que devia dar luta e também uma segunda chance a todos. Como poderia julgá-los se eu próprio não deixava que eles me conhecessem? Foi o que eu fiz e então todos com amizade e carinho começaram a ver quem eu era e tudo começou a correr bem. Faz também cinco anos que conheci o meu melhor amigo, o Sr. Carneiro. Eu tinha perdido o meu melhor amigo por causa de uma zanga bem forte e por isso afeiçoei-me ao Sr. Carneiro. A diva Marta Rocha não sei bem porquê mas quando entramos na APPDA-Norte afeiçoamo-nos a ela. Às vezes até há zangas por causa dela, como aconteceu uma vez entre o João Pedro e o Morais. O nosso bardo Natália (um dia destes estamos a almoçar e ela presa e amordaçada para não cantar). Eu admito que senti algo por ela, mas o Herculano e a Ana Carneiro dizem-me para não confundir o estar apaixonado com a simpatia que sinto por ela.
Foi graças à APPDA-Norte que realizei os meus sonhos. Publiquei um livro e conheci o Rui Veloso. Graças à APPDA-Norte também tenho falado com famosos internacionais e nacionais, e com alguns feito amizade grande.
Foi na minha festa surpresa dos 25 anos que vi que todos gostam realmente de mim e eu deles.
André Vilaça
Que venham mais cinco e Arigato amigos da APPDA-Norte
Foi graças à APPDA-Norte que realizei os meus sonhos. Publiquei um livro e conheci o Rui Veloso. Graças à APPDA-Norte também tenho falado com famosos internacionais e nacionais, e com alguns feito amizade grande.
Foi na minha festa surpresa dos 25 anos que vi que todos gostam realmente de mim e eu deles.
André Vilaça
Que venham mais cinco e Arigato amigos da APPDA-Norte
Naruto—A febre do momento
Naruto é uma manga japonesa criada pelo desenhador Masashi Kishimoto que para mim e a seguir ao Sr. Carneiro é um Deus . Eu estou completamente viciado no Naruto, só estou bem a ver Naruto, a série é o ar que eu respiro. Já vi as séries todas na Net e estou a ver a série outra vez na SIC Radical todos os dias às 19:30. Depois vejo tudo ao domingo quando repetem os episódios outra vez. Também tenho a série toda gravada e nas férias o meu irmão tirava-me do computador porque eu via cinco episódios por dia. A minha personagem favorita é o Rock Lee, ele e o mestre Guy – sensei. Sou eu e o Herculano, vejam e depois digam se não tenho razão.
Se existe, por milagre, alguém na APPDA-Norte que veja o Naruto contacte-me na sala do Grupo D.
Estou tão habituado à Língua Japonesa que até já aprendi algumas palavras, é a minha terceira Língua.
André Vilaça
Se existe, por milagre, alguém na APPDA-Norte que veja o Naruto contacte-me na sala do Grupo D.
Estou tão habituado à Língua Japonesa que até já aprendi algumas palavras, é a minha terceira Língua.
André Vilaça
As idas na carrinha
Caros leitores d’O Zapping, o meu chefe de redacção Herculano Castro sugeriu-me escrever algo sobre a APPDA-Norte, mas nada de novo aconteceu, por isso vou falar do que é passar duas horas com o meu melhor amigo Sr. Carneiro na carrinha.
Eu na carrinha sou um novo André e falo com o meu amigo Sr. Carneiro sobre tudo, religião, cinema, literatura, musica... Foi numa dessas idas na carrinha que o amigo Sr. Carneiro me fez acreditar no Deus de Abraão e Moisés, por isso sou um budista diferente porque além de acreditar no Buda da compaixão acredito também no Deus judaico.
Até temos um aperto de mão secreto. Graças às idas na carrinha conheço o Porto inteiro. Estou a aprender a conduzir vendo a condução do amigo Sr. Carneiro e depois experimento com o meu irmão no Marco de Canavezes.
Por isso é uma terapia para mim ir na carrinha durante duas horas com o meu amigo Sr. Carneiro.
André Vilaça
Eu na carrinha sou um novo André e falo com o meu amigo Sr. Carneiro sobre tudo, religião, cinema, literatura, musica... Foi numa dessas idas na carrinha que o amigo Sr. Carneiro me fez acreditar no Deus de Abraão e Moisés, por isso sou um budista diferente porque além de acreditar no Buda da compaixão acredito também no Deus judaico.
Até temos um aperto de mão secreto. Graças às idas na carrinha conheço o Porto inteiro. Estou a aprender a conduzir vendo a condução do amigo Sr. Carneiro e depois experimento com o meu irmão no Marco de Canavezes.
Por isso é uma terapia para mim ir na carrinha durante duas horas com o meu amigo Sr. Carneiro.
André Vilaça
O GASC
Vou-vos falar dos miúdos pequenos, o GASC, o grupo em que a doce Natália está incluída.
Eu não sei o que fazem. Quer dizer acho que sei, um dia fizeram pasteis mistos, outras vezes têm aulas de musica com o Júlio, o que eu adoro, porque assim oiço bandas sonoras excelentes, como “À procura da terra do nunca” e cada vez que oiço dá-me uma vontade louca de escrever, como podem comprovar ao ler isto. Só que não encontro a banda sonora por isso só oiço nestas ocasiões ou quando vejo o filme.
Mas todos tem feito um bom trabalho, pelo menos noto isso pela cara de felicidade dos miúdos, quando passam no corredor ou me entram na sala.
“Não se esqueçam que todas as crianças crescem menos uma….”
J.M. Barree, no começo do livro do Peter Pan
André Vilaça
Eu não sei o que fazem. Quer dizer acho que sei, um dia fizeram pasteis mistos, outras vezes têm aulas de musica com o Júlio, o que eu adoro, porque assim oiço bandas sonoras excelentes, como “À procura da terra do nunca” e cada vez que oiço dá-me uma vontade louca de escrever, como podem comprovar ao ler isto. Só que não encontro a banda sonora por isso só oiço nestas ocasiões ou quando vejo o filme.
Mas todos tem feito um bom trabalho, pelo menos noto isso pela cara de felicidade dos miúdos, quando passam no corredor ou me entram na sala.
“Não se esqueçam que todas as crianças crescem menos uma….”
J.M. Barree, no começo do livro do Peter Pan
André Vilaça
A minha primeira aula no Colégio do Sardão
Eu na sexta -feira fui visitar um colégio.
Era o colégio do Sardão e eu gostei muito e aprendi muitas coisas. Até falei em Inglês com o professor Paulo.
Estivemos a pensar numa história para televisão que vai ser uma aventura em Vila Nova de Gaia.
Eu não sabia nada de Inglês e os meus amigos do colégio do Sardão ajudaram-me a falar Inglês com o professor Herculano.
João Pedro Lourenço
Era o colégio do Sardão e eu gostei muito e aprendi muitas coisas. Até falei em Inglês com o professor Paulo.
Estivemos a pensar numa história para televisão que vai ser uma aventura em Vila Nova de Gaia.
Eu não sabia nada de Inglês e os meus amigos do colégio do Sardão ajudaram-me a falar Inglês com o professor Herculano.
João Pedro Lourenço
O Demónio Asperger
Hoje de manhã deu-me uma vontade louca de não vir para o Centro. De repente estava deitado na minha cama e como que caí num buraco fundo, caí numa poça de água de alguma fábrica abandonada. Caminhei, assustado porque não conhecia o sítio e por onde passava abria portas à procura de algo que não sabia o que era. Então parei numas grades que estavam fechadas e onde dizia - “Fechado pelo Carneiro “ - olhei bem quando de repente se abriram uns olhos vermelhos e apareceram uns dentes vermelhos a babarem-se todos. Eu perguntei - Quem és tu?
- Eu sou o Asperger que vive dentro de ti.
Na escuridão eu vi, preso nas grades, um dragão do Oriente vermelho. Ele começou a deitar-me abaixo para ver se eu, mais uma vez, o libertava.
- Ouve bem Vilaça, ninguém quer saber de ti no Centro. Eles fingem gostar de ti mas só eu gosto de ti. Liberta-me e juntos seremos livres.
- Sim, ninguém do Centro gosta de mim.
- Vez como tenho razão? Mas por causa da amizade que sentes pelo Sr. Carneiro, eu fiquei aprisionado aqui. Esquece esse amor que tens pelo Sr. Carneiro e liberta-me, rápido.
- Esquecer o…. – Eu não consegui dizer o resto, porque tive um flash do Sr. Carneiro a dizer-me - “Tu prometeste Vilaça e está prometido” - e depois demos um aperto de mão. – Desculpa mas eu tenho de ir, o Sr. Carneiro está quase a chamar-me.
- Idiota, tu sabes que ninguém gosta de ti! Vais cair na mentira deles.
- Ao princípio eu pensava assim, até conhecer todos do Centro. Por onde corra e vá, eles estarão lá para me apoiar, por isso proíbo-te de me dizeres para eu esquecer o amor e amizade que sinto pelo Sr. Carneiro, porque é isso que me faz sentir um novo André… Olha o telemóvel está a tocar. Adeus Asperger.
- Não… Seu traidor! - Gritou o demónio Asperger gritando preso nas grades onde o Sr. Carneiro o aprisionou. Acordei e corri para a carrinha aonde entrei e cumprimentei o Sr. Carneiro. O João disse - Só vez o Carneiro à frente não é? Eu não sou nada.
- Oh… mudaram de menina da carrinha. Olá Joana Araújo.
- Eh, eh, eh… essa é boa! – Riu-se o Sr. Carneiro.
André Vilaça
- Sim, o Carneiro e o seu lambe botas a rirem-se de mim…
- Eu sou o Asperger que vive dentro de ti.
Na escuridão eu vi, preso nas grades, um dragão do Oriente vermelho. Ele começou a deitar-me abaixo para ver se eu, mais uma vez, o libertava.
- Ouve bem Vilaça, ninguém quer saber de ti no Centro. Eles fingem gostar de ti mas só eu gosto de ti. Liberta-me e juntos seremos livres.
- Sim, ninguém do Centro gosta de mim.
- Vez como tenho razão? Mas por causa da amizade que sentes pelo Sr. Carneiro, eu fiquei aprisionado aqui. Esquece esse amor que tens pelo Sr. Carneiro e liberta-me, rápido.
- Esquecer o…. – Eu não consegui dizer o resto, porque tive um flash do Sr. Carneiro a dizer-me - “Tu prometeste Vilaça e está prometido” - e depois demos um aperto de mão. – Desculpa mas eu tenho de ir, o Sr. Carneiro está quase a chamar-me.
- Idiota, tu sabes que ninguém gosta de ti! Vais cair na mentira deles.
- Ao princípio eu pensava assim, até conhecer todos do Centro. Por onde corra e vá, eles estarão lá para me apoiar, por isso proíbo-te de me dizeres para eu esquecer o amor e amizade que sinto pelo Sr. Carneiro, porque é isso que me faz sentir um novo André… Olha o telemóvel está a tocar. Adeus Asperger.
- Não… Seu traidor! - Gritou o demónio Asperger gritando preso nas grades onde o Sr. Carneiro o aprisionou. Acordei e corri para a carrinha aonde entrei e cumprimentei o Sr. Carneiro. O João disse - Só vez o Carneiro à frente não é? Eu não sou nada.
- Oh… mudaram de menina da carrinha. Olá Joana Araújo.
- Eh, eh, eh… essa é boa! – Riu-se o Sr. Carneiro.
André Vilaça
- Sim, o Carneiro e o seu lambe botas a rirem-se de mim…
Eu li o livro “O último Papa “ por ler. Decidi ler livros portugueses mas estava com medo porque lera o “CODEX 630 “ e fora uma desilusão autêntica.
Quando li “O último Papa“ achei que aquele livro estava ao nível do grande livro religioso “Código Davinci “ do Dan Brown. Escrevi logo para o escritor Luís Miguel Rocha mas nunca pensei receber resposta. Mas recebi e depois de muita conversa pela net, ele respondeu-me através do seu e-mail privado. Apareceu também no lançamento do meu livro, mas foi uma coisa rápida.
Agora ele queria conhecer-me e combinamos um local onde nos encontramos. Ele é super fixe, um génio e vai realizar um sonho meu, mais não digo, saberão em 2009.
Falamos e falamos, de tudo. Quem deve saber é o Flávio mas existe um pirata no filme “Elisabete – A Idade de Ouro”, pelo qual ela se apaixona. O sobrinho do Luís Miguel Rocha é descendente dele e ele quer fazer um trabalho comigo sobre esse pirata e mais não digo, saberão em 2010.
Eu só consigo olhar nos olhos do Sr. Carneiro, do Herculano e da Natália mas consegui olhar nos olhos dele e falar com ele olhando nos seus olhos. Antes para fazer isto demorava anos e anos.
Caros leitores d’ O Zapping, leiam “O Ultimo Papa” e “Bala Santa” porque são os melhores livros portugueses da actualidade.
André Vilaça
Quando li “O último Papa“ achei que aquele livro estava ao nível do grande livro religioso “Código Davinci “ do Dan Brown. Escrevi logo para o escritor Luís Miguel Rocha mas nunca pensei receber resposta. Mas recebi e depois de muita conversa pela net, ele respondeu-me através do seu e-mail privado. Apareceu também no lançamento do meu livro, mas foi uma coisa rápida.
Agora ele queria conhecer-me e combinamos um local onde nos encontramos. Ele é super fixe, um génio e vai realizar um sonho meu, mais não digo, saberão em 2009.
Falamos e falamos, de tudo. Quem deve saber é o Flávio mas existe um pirata no filme “Elisabete – A Idade de Ouro”, pelo qual ela se apaixona. O sobrinho do Luís Miguel Rocha é descendente dele e ele quer fazer um trabalho comigo sobre esse pirata e mais não digo, saberão em 2010.
Eu só consigo olhar nos olhos do Sr. Carneiro, do Herculano e da Natália mas consegui olhar nos olhos dele e falar com ele olhando nos seus olhos. Antes para fazer isto demorava anos e anos.
Caros leitores d’ O Zapping, leiam “O Ultimo Papa” e “Bala Santa” porque são os melhores livros portugueses da actualidade.
André Vilaça
André Vilaça—Eu li o “último papa “ e a continuação “Bala Santa “e adorei. Aonde vai se basear para escrever estas histórias de agentes secretos da CIA com factos verídicos sobre os dois Papas?
Luís Miguel Rocha—Baseei-me em documentos a que tive acesso.
Misturei-os com ficção e resultou em dois livros plenos de informação
André Vilaça—Eu tenho uma amiga chamada Natália Correia que é parecidíssima com a sua personagem principal, a jornalista portuguesa Sara Monteiro. Em quem se baseou para criar esta personagem tão forte e corajosa?
Luís Miguel Rocha—Para criar a Sara baseei-me apenas num factor. Queria alguém que não tivesse qualquer conhecimento sobre o assunto, que estivesse em pé de igualdade com o leitor. Desta forma o leitor cria inconscientemente uma afinidade com Sara, descobrindo o que ela descobre.
André Vilaça—Há uma coisa que me intriga e tenho que perguntar, se não levar a mal, é verdade que o JC o assassino do Papa João Paulo I existiu? E contou-lhe tudo sobre o crime tal como está no final do livro “ O Último Papa “?
Luís Miguel Rocha—Sim. Faleceu na sua Villa em Itália. Em 2007 contou-me e mostrou-me tudo sobre o tema.
André Vilaça—O meu ídolo na literatura é o Eça de Queirós com os “ Maias “, foi ele que me fez ter paixão para escrever. Quem é para si o seu grande ídolo na literatura e que o motivou para a escrita?
Luís Miguel Rocha—Há muitos, mas essencialmente Saramago, Carlos Ruiz Zafone, entre outros.
André Vilaça—Como foi aprender com os grandes mestres da literatura Inglesa da actualidade?
Luís Miguel Rocha—Uma experiência inesquecível e que me deu bagagem para o futuro.
André Vilaça—O livro da minha vida são os “Maias “, qual é o seu?
Luís Miguel Rocha—”Memorial do convento”, “A sombra do vento”, “A catedral do mar”.
André Vilaça—Em nome de toda a equipa d’O Zapping, obrigado e a continuação de um bom trabalho.
Luís Miguel Rocha—Baseei-me em documentos a que tive acesso.
Misturei-os com ficção e resultou em dois livros plenos de informação
André Vilaça—Eu tenho uma amiga chamada Natália Correia que é parecidíssima com a sua personagem principal, a jornalista portuguesa Sara Monteiro. Em quem se baseou para criar esta personagem tão forte e corajosa?
Luís Miguel Rocha—Para criar a Sara baseei-me apenas num factor. Queria alguém que não tivesse qualquer conhecimento sobre o assunto, que estivesse em pé de igualdade com o leitor. Desta forma o leitor cria inconscientemente uma afinidade com Sara, descobrindo o que ela descobre.
André Vilaça—Há uma coisa que me intriga e tenho que perguntar, se não levar a mal, é verdade que o JC o assassino do Papa João Paulo I existiu? E contou-lhe tudo sobre o crime tal como está no final do livro “ O Último Papa “?
Luís Miguel Rocha—Sim. Faleceu na sua Villa em Itália. Em 2007 contou-me e mostrou-me tudo sobre o tema.
André Vilaça—O meu ídolo na literatura é o Eça de Queirós com os “ Maias “, foi ele que me fez ter paixão para escrever. Quem é para si o seu grande ídolo na literatura e que o motivou para a escrita?
Luís Miguel Rocha—Há muitos, mas essencialmente Saramago, Carlos Ruiz Zafone, entre outros.
André Vilaça—Como foi aprender com os grandes mestres da literatura Inglesa da actualidade?
Luís Miguel Rocha—Uma experiência inesquecível e que me deu bagagem para o futuro.
André Vilaça—O livro da minha vida são os “Maias “, qual é o seu?
Luís Miguel Rocha—”Memorial do convento”, “A sombra do vento”, “A catedral do mar”.
André Vilaça—Em nome de toda a equipa d’O Zapping, obrigado e a continuação de um bom trabalho.
Sexta-feira, Outubro 31, 2008
Editorial
Neste mês vou falar-vos do Autscape onde finalmente encontrei o meu povo. Fiquei maravilhado porque eles ou eram casados ou tinham tirado cursos ou até tinham filhos. Se eu vivesse em Inglaterra eu poderia realizar o meu sonho e ser pai.
Aquilo estava cheio de pessoas como eu. Eu gosto de estar na APPDA-Norte mas aqui não são como eu e isso entristece-me, sinto-me como o Super-homem, um ser único na Terra.
Mas lá era diferente porque todos eram iguais a mim, gostavam do que eu gostava, éramos todos diferentes mas todos iguais.
As vezes sinto-me mal porque quem não me conhece só sabe dizer - Ele fala? ou Ele sabe escrever ou ler? ou Ele percebe o que lhe digo? - o Sr. Carneiro foi o único que me tratou como uma pessoa normal quando entrei na APPDA- Norte pela primeira vez. No Autscape não tive esse problema porque éramos todos iguais.
Por mim ficava ali, porque era o lugar que eu tanto procurei, era o meu mundo. A minha Terra do Nunca era lá.
André Vilaça
Aquilo estava cheio de pessoas como eu. Eu gosto de estar na APPDA-Norte mas aqui não são como eu e isso entristece-me, sinto-me como o Super-homem, um ser único na Terra.
Mas lá era diferente porque todos eram iguais a mim, gostavam do que eu gostava, éramos todos diferentes mas todos iguais.
As vezes sinto-me mal porque quem não me conhece só sabe dizer - Ele fala? ou Ele sabe escrever ou ler? ou Ele percebe o que lhe digo? - o Sr. Carneiro foi o único que me tratou como uma pessoa normal quando entrei na APPDA- Norte pela primeira vez. No Autscape não tive esse problema porque éramos todos iguais.
Por mim ficava ali, porque era o lugar que eu tanto procurei, era o meu mundo. A minha Terra do Nunca era lá.
André Vilaça
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
III Bienal
Este ano, nos dias 24 e 25 de Outubro, irá realizar-se a III Bienal organizada pela APPDA-Norte, que terá como tema central a Família.
Cantinho do Humor
O João queria saber o resultado de uma sondagem que fizemos para o jornal, então foi ter com os três Andrés e perguntou ao Morais:
- Diz-me Morais, ganhou o sim ou o não?
- Bem, eu não sei bem quem ganhou.
- Então não sabes quem ganhou?
- Pelo contrário.
- Então sabes.
- Para falar a verdade eu ouvi o Herculano que não me disse nada, mas depois contou-me, agora esqueci-me, não eu sei, ao contrário de muitas pessoas.
- Chega – diz o João Araújo sem perceber nada.
- Mas o meu pai fez umas costelazinhas ontem.
- Chega Morais – gritei eu farto de o ouvir e contei tudo sem crer – ganhou o sim! Oh não!
- Então ganhou o sim, excelente, obrigado Vilaça!
- Seu traidor!!! Disse o Morais…
- Diz-me Morais, ganhou o sim ou o não?
- Bem, eu não sei bem quem ganhou.
- Então não sabes quem ganhou?
- Pelo contrário.
- Então sabes.
- Para falar a verdade eu ouvi o Herculano que não me disse nada, mas depois contou-me, agora esqueci-me, não eu sei, ao contrário de muitas pessoas.
- Chega – diz o João Araújo sem perceber nada.
- Mas o meu pai fez umas costelazinhas ontem.
- Chega Morais – gritei eu farto de o ouvir e contei tudo sem crer – ganhou o sim! Oh não!
- Então ganhou o sim, excelente, obrigado Vilaça!
- Seu traidor!!! Disse o Morais…
Um passeio de domingo... por André Vilaça
Caros leitores do Zapping, no dia 28 de Setembro, um domingo, eu fui dar um passeio com o Sr. Carneiro.
Combinamos encontrar-nos às 15:00, mas o Sr. Carneiro apareceu um pouco mais cedo. Às 14:20 ele telefonou-me a dizer que já estava a caminho do sítio do costume. Desci até lá e ele apareceu no seu velhinho carro que faz 25 anos para Dezembro, entrei e cumprimentei-o com o nosso aperto de mão secreto. Ele perguntou-me onde ficava a igreja de S. João de Deus a qual tem uma cena importante no meu livro “ Contos Soltos “ e é a parte preferida do Sr. Carneiro.
Fomos tomar café ao Chalé do Passeio Alegre, onde trabalha a irmã da Anabela. Depois contei ao Sr. Carneiro que o arquitecto do café tinha também o apelido de Carneiro e a sua assinatura foi pôr um carneiro no telhado do café.
Fomos depois a pé visitar a igreja mais bonita do Porto, naquela altura o ajudante do padre estava a aspirar a igreja porque tinha havido um casamento de manhã.
Depois de a visitar fomos passear um pouco pelo Jardim do Passeio Alegre e ver os pescadores a pescar. Voltamos para o carro e fomos a Matosinhos e a Leça, onde passeamos à beira-mar, depois o Sr. Carneiro convidou-me para jantar com ele uma francesinha e eu aceitei.
Fomos ao Cais da Ribeira aonde estivemos horas numa fila. Depois andamos à procura de um sítio que tivesse boas francesinhas, até que encontramos, mas eu e o Sr. Carneiro já comemos melhor por isso saímos insatisfeitos.
Agora vem a melhor parte, eu e o Sr. Carneiro fomos pagar o parque e quando eu lhe pedi o cartão, ele foi a resmungar até ao carro para o ir buscar. Meti o cartão e pedi-lhe o dinheiro, ele tinha esquecido o casaco no carro e foi a resmungar buscá-lo outra vez. A marca do Sr. Carneiro é o seu bigode e o seu resmungar.
Eu não queria que o dia acabasse, mas acabou e passou rápido. Espero repetir, porque eu só estou bem ao lado dele, ele é o meu melhor amigo, porque ele sabe do que eu gosto e não gosto.
Sr. Carneiro, arigato por seres o meu melhor amigo.
Combinamos encontrar-nos às 15:00, mas o Sr. Carneiro apareceu um pouco mais cedo. Às 14:20 ele telefonou-me a dizer que já estava a caminho do sítio do costume. Desci até lá e ele apareceu no seu velhinho carro que faz 25 anos para Dezembro, entrei e cumprimentei-o com o nosso aperto de mão secreto. Ele perguntou-me onde ficava a igreja de S. João de Deus a qual tem uma cena importante no meu livro “ Contos Soltos “ e é a parte preferida do Sr. Carneiro.
Fomos tomar café ao Chalé do Passeio Alegre, onde trabalha a irmã da Anabela. Depois contei ao Sr. Carneiro que o arquitecto do café tinha também o apelido de Carneiro e a sua assinatura foi pôr um carneiro no telhado do café.
Fomos depois a pé visitar a igreja mais bonita do Porto, naquela altura o ajudante do padre estava a aspirar a igreja porque tinha havido um casamento de manhã.
Depois de a visitar fomos passear um pouco pelo Jardim do Passeio Alegre e ver os pescadores a pescar. Voltamos para o carro e fomos a Matosinhos e a Leça, onde passeamos à beira-mar, depois o Sr. Carneiro convidou-me para jantar com ele uma francesinha e eu aceitei.
Fomos ao Cais da Ribeira aonde estivemos horas numa fila. Depois andamos à procura de um sítio que tivesse boas francesinhas, até que encontramos, mas eu e o Sr. Carneiro já comemos melhor por isso saímos insatisfeitos.
Agora vem a melhor parte, eu e o Sr. Carneiro fomos pagar o parque e quando eu lhe pedi o cartão, ele foi a resmungar até ao carro para o ir buscar. Meti o cartão e pedi-lhe o dinheiro, ele tinha esquecido o casaco no carro e foi a resmungar buscá-lo outra vez. A marca do Sr. Carneiro é o seu bigode e o seu resmungar.
Eu não queria que o dia acabasse, mas acabou e passou rápido. Espero repetir, porque eu só estou bem ao lado dele, ele é o meu melhor amigo, porque ele sabe do que eu gosto e não gosto.
Sr. Carneiro, arigato por seres o meu melhor amigo.
Autscape por André Vilaça
O Autscape é um congresso anual organizado por autistas e para autistas. O congresso, de 29 de Julho a 1 de Agosto de 2008, foi numa aldeia no norte de Inglaterra, onde também foi filmado o Harry Potter e lá parecia que estávamos num mundo de feiticeiros, aliás passou por nós um jovem autista que parecia mesmo um feiticeiro. Havia lá trabalhos expostos tão fraquinhos que eu nem acredito que não tenham escolhido o meu. Havia lá uma autista que parecia a Natália a cantar, porque cantava mesmo mal e um homem barbudo e de cabelo cinzento, com os seus 60 anos, chamado William que se vestia como um jovem e que me maravilhou com a sua voz de narrador, parecia um narrador das séries antigas de desenhos animados inglesas. Havia também dois que pareciam duas personagens de animação da MTV dos anos 90, eles eram iguaizinhos e até se riam da mesma maneira e tudo. Por ultimo vi o José Castelo Branco autista lá no Autscape. Fomos visitar Settle, a cidade ao lado, donde eu mandei um postal para o Pai Carneiro e para a minha segunda mãe Conchinha e o Herculano teve a ideia de mandar um postal para a direcção.
Vimos o Luminarium, que serve para relaxar os autistas. Eu não gostei, mas que relaxa, relaxa. Vimos um filme que era o que aconteceria se o André Morais tivesse um filho. O filme é espectacular, eu tenho em casa, chama-se “Bolo de Neve”. A actriz do “Alien” faz tão bem de autista, que se não a conhecesse acreditaria que ela era autista.
Espero voltar lá e se um dia Deus e Buda me ajudarem irei fazer um congresso igual em Portugal.
Vimos o Luminarium, que serve para relaxar os autistas. Eu não gostei, mas que relaxa, relaxa. Vimos um filme que era o que aconteceria se o André Morais tivesse um filho. O filme é espectacular, eu tenho em casa, chama-se “Bolo de Neve”. A actriz do “Alien” faz tão bem de autista, que se não a conhecesse acreditaria que ela era autista.
Espero voltar lá e se um dia Deus e Buda me ajudarem irei fazer um congresso igual em Portugal.
Liverpool por André Vilaça
Eu desde pequenininho que sou fã (nático) dos Beatles. O meu irmão ouvia muito e eu ia para a beira dele ouvir. Sempre me fascinou o mais rebelde dos Beatles, o John Lennon, por isso fiz um juramento que um dia iria visitar a cidade onde tudo começou - Liverpool.
Quando escrevi o livro “ Contos Soltos “ eu jurei que o dinheiro era para ir a Liverpool. Então realizei o meu sonho e lá fui com o Herculano, meu Deus a cidade é enorme e lindíssima. O museu dos Beatles é lindo, só acho que deviam ter mais coisas que pertenceram aos quatro magníficos, porque tem pouca coisa, fotos tem até dizer chega.
Agora o que mais gostei de visitar foi o lendário bar “The Cavern”. Eu senti-me mal quando entrei, sentia as pernas a tremer porque estava no mítico bar aonde a melhor banda do mundo tinha tocado antes de serem todos famosos. A primeira vez que me senti assim foi quando conheci o Rui Veloso.
Estava nas nuvens, tinha realizado o meu grande sonho.
Quando escrevi o livro “ Contos Soltos “ eu jurei que o dinheiro era para ir a Liverpool. Então realizei o meu sonho e lá fui com o Herculano, meu Deus a cidade é enorme e lindíssima. O museu dos Beatles é lindo, só acho que deviam ter mais coisas que pertenceram aos quatro magníficos, porque tem pouca coisa, fotos tem até dizer chega.
Agora o que mais gostei de visitar foi o lendário bar “The Cavern”. Eu senti-me mal quando entrei, sentia as pernas a tremer porque estava no mítico bar aonde a melhor banda do mundo tinha tocado antes de serem todos famosos. A primeira vez que me senti assim foi quando conheci o Rui Veloso.
Estava nas nuvens, tinha realizado o meu grande sonho.
Festa surpresa por André Vilaça
Carlos leitores do zapping, no dia 21 de Junho de 2008 os meus colegas de trabalho da APPDA-Norte fizeram-me uma festa surpresa, eles guardaram segredo até ao ultimo minuto. Primeiro eu pensava que ia fazer uma festa em casa, convidei o Sr. Carneiro para estar presente e ele aceitou. Mas o estranho foi que ele não me perguntava aonde ficava realmente a minha casa, achei estranho mas não liguei. A minha mãe andou aos segredinhos com o Herculano tratando-o por António. Depois da festa do meu sobrinho Marco fomos jantar fora com o meu irmão e eu descobri tudo porque enganamo-nos no restaurante e a minha mãe disse que estava reservado no nome do Herculano. Depois quando descobri tudo, e vi o Sr. Carneiro, Marlene, Marta, Natália, Miguel, Júlio, Dra. Helena, Felismina, Pedro Faria (se me esqueci de alguém peço desculpa), a minha mãe e o Sr. Carneiro notaram que eu tinha lágrimas nos olhos. O melhor presente foi o do Sr. Carneiro porque eram 2 DVD’s da melhor banda do mundo os Beatles e um deles era de coleccionador. Tive pena de não aparecer a minha amiga de coração Ana a filha do Sr. Carneiro, mas não podia pois estava num casamento.
Por isso, pessoal da APPDA-Norte, vocês estarão no meu coração, agora e para sempre.
Por isso, pessoal da APPDA-Norte, vocês estarão no meu coração, agora e para sempre.
O concerto das Just Girls
Eu fui ver, no dia 29 de Agosto, o concerto das Just Girls em Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
Estava muita gente a assistir ao concerto.
Toda a gente cantava e vibrava com as músicas delas.
O concerto foi muito bom e eu adorei muito ver.
Elas são muito mais bonitas ao vivo.
Elas cantaram as músicas mais populares, que são: “O jogo já começou”; “A vida te espera”; “Não te deixes vencer”; “Byebye”; “Vou me divertir” e “Karma”.
Eu gostava de voltar a ver um concerto delas.
Estava muita gente a assistir ao concerto.
Toda a gente cantava e vibrava com as músicas delas.
O concerto foi muito bom e eu adorei muito ver.
Elas são muito mais bonitas ao vivo.
Elas cantaram as músicas mais populares, que são: “O jogo já começou”; “A vida te espera”; “Não te deixes vencer”; “Byebye”; “Vou me divertir” e “Karma”.
Eu gostava de voltar a ver um concerto delas.
A Praia
Eu, o André Morais e o Herculano fomos com grupo C para a praia durante o mês de Junho e um bocado do mês de Julho.
Fazíamos grandes caminhadas na areia sempre junto à água com o João, com a Natália, com a Sónia e com o Flávio.
O tempo esteve sempre bom, só o último dia é que esteve mau.
A água estava fria mas mesmo assim ainda dei alguns mergulhos no mar.
A praia correu muito bem.
Foram também connosco a Sónia e a Natália com os meninos do GASC.
Espero que seja ainda melhor para o ano.
Fazíamos grandes caminhadas na areia sempre junto à água com o João, com a Natália, com a Sónia e com o Flávio.
O tempo esteve sempre bom, só o último dia é que esteve mau.
A água estava fria mas mesmo assim ainda dei alguns mergulhos no mar.
A praia correu muito bem.
Foram também connosco a Sónia e a Natália com os meninos do GASC.
Espero que seja ainda melhor para o ano.
Dia de surf…
Quando Deus criou o Mundo e a primeira onda, logo apareceram os primeiros surfistas, os índios do Havai que o faziam para agradecer aos Deuses do mar.
Eu ao início não me apetecia ir, pensava que ia ser uma seca e que íamos ficar em cima da prancha na areia. Mas foi muito melhor. Adorei e agora sei porque é que o cantor Eddie Vedder adora tanto o surf e não o troca por nada.
Fiquei mesmo apaixonado pelo surf, nem queria que terminasse a aula, porque estava adorar. Houve uma altura em que veio uma onda enorme e eu voei com prancha e tudo.
O professor amigo da Natália foi bem fixe, adorei ter aulas com ele.
No início vesti ao contrário o fato de surf e senti-me um pouco envergonhado, mas também era a minha primeira vez.
Com tudo isto ultrapassei o medo que tinha do mar por causa de um incidente que me aconteceu quando tinha seis anos.
Só gostava que o Sr. Carneiro me tivesse visto a fazer surf, mas o melhor de tudo é que ele ficou orgulhoso com tudo o que eu lhe contei, os seus olhos brilhavam e estava babado com tudo o que eu tinha feito no surf.
A melhor onda foi minha, a segunda foi do Araújo e a terceira foi da Natália, uma em que ela voou pelo ar e deixamos de a ver, só víamos a prancha amarela a boiar. Mas ela foi a única que surfou de pé. O João parecia o irmão do Cody no filme “ Dia de Surf “.
Por mim repetia a experiência.
Como dizem os Surfistas – “ Cool, dude “
André Vilaça
Eu ao início não me apetecia ir, pensava que ia ser uma seca e que íamos ficar em cima da prancha na areia. Mas foi muito melhor. Adorei e agora sei porque é que o cantor Eddie Vedder adora tanto o surf e não o troca por nada.
Fiquei mesmo apaixonado pelo surf, nem queria que terminasse a aula, porque estava adorar. Houve uma altura em que veio uma onda enorme e eu voei com prancha e tudo.
O professor amigo da Natália foi bem fixe, adorei ter aulas com ele.
No início vesti ao contrário o fato de surf e senti-me um pouco envergonhado, mas também era a minha primeira vez.
Com tudo isto ultrapassei o medo que tinha do mar por causa de um incidente que me aconteceu quando tinha seis anos.
Só gostava que o Sr. Carneiro me tivesse visto a fazer surf, mas o melhor de tudo é que ele ficou orgulhoso com tudo o que eu lhe contei, os seus olhos brilhavam e estava babado com tudo o que eu tinha feito no surf.
A melhor onda foi minha, a segunda foi do Araújo e a terceira foi da Natália, uma em que ela voou pelo ar e deixamos de a ver, só víamos a prancha amarela a boiar. Mas ela foi a única que surfou de pé. O João parecia o irmão do Cody no filme “ Dia de Surf “.
Por mim repetia a experiência.
Como dizem os Surfistas – “ Cool, dude “
André Vilaça
Entrevista Flash… João Pedro
Um filme… Ratatui
Um livro… Contos Soltos
Um restaurante… O do casamento do meu primo Pedro Luís e da minha prima Inês.
Um prato preferido… Bacalhau com batatas cozidas
Um destino de sonho… Gosto de ir a Ribeira de Pena
Uma música… “Ana Iza és tudo em mim”
Um hobby… Gosto de jogar no meu computador os jogos da Aprendilândia 1, 2 e 3
Um animal… Gosto muito de cães
Um desejo… Eu quando for grande vou ser motorista de autocarros dos STCP
Um livro… Contos Soltos
Um restaurante… O do casamento do meu primo Pedro Luís e da minha prima Inês.
Um prato preferido… Bacalhau com batatas cozidas
Um destino de sonho… Gosto de ir a Ribeira de Pena
Uma música… “Ana Iza és tudo em mim”
Um hobby… Gosto de jogar no meu computador os jogos da Aprendilândia 1, 2 e 3
Um animal… Gosto muito de cães
Um desejo… Eu quando for grande vou ser motorista de autocarros dos STCP
Quarta-feira, Junho 18, 2008
Editorial
Como budista tinha que falar nisto no editorial, que é a ocupação da China no Tibete.
Não sei porque é que a China agora que não é tão comunista não deixa o Tibete e autoriza a volta do Dalai Lama. Falam do que passaram com a ocupação do Japão na segunda guerra mundial e estão a fazer o mesmo ao Tibete.
Eu um dia irei ao Tibete, que é a capital da minha religião. Gostava de ver esse fantástico povo livre, porque eles estão a sofrer muito nas mãos da China. Eu adoro a cultura Chinesa mas não estou a gostar do que eles estão a fazer. Dizem-se Budistas mas estão a ir contra os ensinamentos do iluminado. Buda nunca ensinou o mal, ensinou sempre o bem, ensinou a respeitar todos os seres vivos, para não se sofrer na reencarnação.
Se matares um cão nesta vida, na outra vida serás um cão, como castigo.
Rezem pelo Tibete, seja através do Budismo ou doutra religião, pois o Deus é o mesmo.
André Vilaça
Não sei porque é que a China agora que não é tão comunista não deixa o Tibete e autoriza a volta do Dalai Lama. Falam do que passaram com a ocupação do Japão na segunda guerra mundial e estão a fazer o mesmo ao Tibete.
Eu um dia irei ao Tibete, que é a capital da minha religião. Gostava de ver esse fantástico povo livre, porque eles estão a sofrer muito nas mãos da China. Eu adoro a cultura Chinesa mas não estou a gostar do que eles estão a fazer. Dizem-se Budistas mas estão a ir contra os ensinamentos do iluminado. Buda nunca ensinou o mal, ensinou sempre o bem, ensinou a respeitar todos os seres vivos, para não se sofrer na reencarnação.
Se matares um cão nesta vida, na outra vida serás um cão, como castigo.
Rezem pelo Tibete, seja através do Budismo ou doutra religião, pois o Deus é o mesmo.
André Vilaça
grupodappda@gmail.com
Pois é… aqui está o nosso e-mail em letras bem gordas para que ninguém diga que não sabe!
Como já o referimos inúmeras vezes, estamos sempre abertos a novas ideias e a novas sugestões da parte de quem quiser colaborar connosco.
Aproveitamos igualmente para desejar uma óptima praia a todos os nossos leitores!
O Zapping
Como já o referimos inúmeras vezes, estamos sempre abertos a novas ideias e a novas sugestões da parte de quem quiser colaborar connosco.
Aproveitamos igualmente para desejar uma óptima praia a todos os nossos leitores!
O Zapping
Contos do Autismo por André Vilaça
A minha personagem principal chama-se Catarina e é autista da APPDA-Norte. Se ela fizesse a entrevista Flash para o Zapping, como hobby punha: “dormir esteja aonde estiver”.
Todos do centro se perguntam acerca do que ela sonha. Muito simples, ela tem aventuras nos sonhos, cada sonho é uma aventura.
Ela foi rodeada por ninjas, sorriu e bateu com a mão no chão. A ninja Narutso e os ninjas que a rodeavam logo foram afastados com o seu poder. A Catarina acordou do sonho, olhou bem e viu que estava no refeitório. A Marta olhava para ela – Catarina come o pão e o leite, ou não vais para casa.
- Sim… – pensava ela para si mesmo. Tentou abrir os olhos, fechou-os e lá estava ela novamente. Desta vez era uma guerreira das cruzadas que se preparava para a guerra. Ela levantava a sua espada, quando… Acordou mais uma vez e olhou para a Marta que estava furiosa, era melhor esperar para ser cavaleira das cruzadas mais logo.
- Bom dia! – Disse o Carlos Fernandes, um novo monitor da APPDA-Norte. Ele era giro, porque todas as técnicas suspiravam por ele. A Catarina ficou vidrada nele e pôs a mão no seu coração. O que era isso que ela estava a sentir? Ela e todas as técnicas desejavam que ele falasse com elas, mas ele sentou-se ao lado da Catarina e disse – Olá, serei teu técnico.
- Yes! - Dizia ela corando e olhando para todas as técnicas, que morriam de inveja. Fez-lhes uma careta e pensou – Olhar para ele é melhor que dormir.
A Marta perdera a sua utente e colega, olhava triste para ela, que já não dormia mas sim fazia tudo o que o Carlos Fernandes lhe pedia.
A Catarina notava que ele a deixava dormir, mas não a ajudava como a Marta a ajudava, como por exemplo apertar-lhe os botões do casaco ou dizer-lhe se o casaco estava bem posto. Farta disso, fugiu dele e correu para a beira da Marta. Quando entrou na sala viu a Marta refém do Carlos Fernandes. Ele queria o tesouro do grupo A e a Marta entregou-lhe a caixa que continha as fotos de todos juntos. Ele, furioso bateu na Marta mas a Catarina entrou na sala e atirou-o ao chão pegando na arma e entregando-a à Marta. Elas olharam uma para a outra e a Catarina disse – Desculpa.
- Estás perdoada. – Ela olhou para todos e disse – Bem, a Catarina falou!
As duas amarraram o Carlos Fernandes e foram depois para o refeitório, ao mesmo tempo que chamavam a polícia para o levar.
Todos do centro se perguntam acerca do que ela sonha. Muito simples, ela tem aventuras nos sonhos, cada sonho é uma aventura.
Ela foi rodeada por ninjas, sorriu e bateu com a mão no chão. A ninja Narutso e os ninjas que a rodeavam logo foram afastados com o seu poder. A Catarina acordou do sonho, olhou bem e viu que estava no refeitório. A Marta olhava para ela – Catarina come o pão e o leite, ou não vais para casa.
- Sim… – pensava ela para si mesmo. Tentou abrir os olhos, fechou-os e lá estava ela novamente. Desta vez era uma guerreira das cruzadas que se preparava para a guerra. Ela levantava a sua espada, quando… Acordou mais uma vez e olhou para a Marta que estava furiosa, era melhor esperar para ser cavaleira das cruzadas mais logo.
- Bom dia! – Disse o Carlos Fernandes, um novo monitor da APPDA-Norte. Ele era giro, porque todas as técnicas suspiravam por ele. A Catarina ficou vidrada nele e pôs a mão no seu coração. O que era isso que ela estava a sentir? Ela e todas as técnicas desejavam que ele falasse com elas, mas ele sentou-se ao lado da Catarina e disse – Olá, serei teu técnico.
- Yes! - Dizia ela corando e olhando para todas as técnicas, que morriam de inveja. Fez-lhes uma careta e pensou – Olhar para ele é melhor que dormir.
A Marta perdera a sua utente e colega, olhava triste para ela, que já não dormia mas sim fazia tudo o que o Carlos Fernandes lhe pedia.
A Catarina notava que ele a deixava dormir, mas não a ajudava como a Marta a ajudava, como por exemplo apertar-lhe os botões do casaco ou dizer-lhe se o casaco estava bem posto. Farta disso, fugiu dele e correu para a beira da Marta. Quando entrou na sala viu a Marta refém do Carlos Fernandes. Ele queria o tesouro do grupo A e a Marta entregou-lhe a caixa que continha as fotos de todos juntos. Ele, furioso bateu na Marta mas a Catarina entrou na sala e atirou-o ao chão pegando na arma e entregando-a à Marta. Elas olharam uma para a outra e a Catarina disse – Desculpa.
- Estás perdoada. – Ela olhou para todos e disse – Bem, a Catarina falou!
As duas amarraram o Carlos Fernandes e foram depois para o refeitório, ao mesmo tempo que chamavam a polícia para o levar.
Cantinho do Humor
O João, chato e a chatear-me a mim, ao Sr. Carneiro e à Dona Felismina, até que nós, fartos, fomos ter com ele e pegamos nele aos ombros. Ele contente disse:
- Não era preciso fazerem-me isso amigos.
- Não faz mal João, o rio é mesmo aqui ao lado.—dissemos nós os três.
Sabem porque é que Deus criou a mulher?
Para provar ao Diabo que sabe fazer asneiras.
- Não era preciso fazerem-me isso amigos.
- Não faz mal João, o rio é mesmo aqui ao lado.—dissemos nós os três.
Sabem porque é que Deus criou a mulher?
Para provar ao Diabo que sabe fazer asneiras.
Apresentação dos “Contos Soltos” em Braga
No dia 25 de Abril fui com o Dr. Eduardo e o Herculano a Braga para apresentar o meu livro. Quando lá chegamos fomos jantar à Dona Cuca e foi um jantar divertido. Falamos das aulas de História e de ninguém hoje em dia saber o que é o 25 de Abril. Também, na escola não se fala da revolução em História e os filmes que se fazem sobre o assunto dão à meia-noite. Depois apareceu um casal amigo do Dr. Eduardo que nos levou à junta de freguesia de Palmeira. Pessoas apareceram poucas, porque estava a dar futebol na televisão. Eu só conseguia falar olhando para o Herculano. Perguntaram-me porque admirava tanto o grande Fernando Pessoa e naquela altura não consegui responder, mas agora dizia que ele fora cinco génios seguidos. Perguntaram-me quem era o meu escritor preferido e eu escolhi o Luís Miguel Rocha, porque ele tem sido um grande amigo. Acho que será ele quem me irá ajudar a ser um escritor internacional. Dei autógrafos e fui entrevistado para um jornal local, o “Correio do Minho”. Uma jovem adolescente veio com o pai de propósito comprar o meu livro e pedir-me um autógrafo, ela ao entregar-me o livro tinha tanta vergonha como se eu fosse o Brad Pitt em pessoa.
André Vilaça
André Vilaça
Anatomia de Grey´s
Leitores do Zapping, vou falar-vos da série na qual sou viciado. Chama-se Anatomia de Grey. Eu segui tudo na RTP, vi também na Fox, vejo a repetição na RTP2, vi a terceira série e voltei a vê-la na Fox, quando ainda não tinham a quarta série. Eu tenho os DVD da série, a banda sonora e uma t-shirt com o titulo da série, só me faltam o filme e o jogo.
São as aventuras da médica Meredith Grey no fictício hospital Seattle Grace em Seattle, Washington e a série foca-se nela e nos seus colegas, mostrando as aventuras amorosas e as dificuldades que eles passam no trabalho.
Eu fico tão colado à série que resmungo com as personagens, choro com o que elas passam e rio-me com os romances esquisitos das personagens que nem sempre terminam bem.
Eles até têm uma Marta Rocha, a Dra. Torres, elas são parecidíssimas.
Aconselho a ver, rever e rever, meu Deus eu sou fanático pela Anatomia de Grey.
André Vilaça
São as aventuras da médica Meredith Grey no fictício hospital Seattle Grace em Seattle, Washington e a série foca-se nela e nos seus colegas, mostrando as aventuras amorosas e as dificuldades que eles passam no trabalho.
Eu fico tão colado à série que resmungo com as personagens, choro com o que elas passam e rio-me com os romances esquisitos das personagens que nem sempre terminam bem.
Eles até têm uma Marta Rocha, a Dra. Torres, elas são parecidíssimas.
Aconselho a ver, rever e rever, meu Deus eu sou fanático pela Anatomia de Grey.
André Vilaça
Debate no refeitório sobre a lei da Igreja
No dia 14 de Maio o João Araújo, a nossa cobra venenosa, voltou a atacar com outro assunto que era se os homossexuais devem ou não poder casar-se pela Igreja. Ele primeiro chateou o meu grande amigo Sr. Carneiro que estava quase a esgana-lo, mas não foi o único, porque o Sr. Sousa e a Dona Rosa também estavam quase a fazê-lo. Não deviam ter chateado o Sr. Carneiro com as suas crenças em Deus, porque se gozassem com a minha religião, o Buda Sagrado, eu neste momento também estava a esganar o João Araújo e o Herculano.
Eu também acredito em Deus, acho que Buda foi mandado por Deus. Não gostei da conversa, porque eu acredito que Deus criou o Mundo e eles estavam a brincar com coisas sérias. Com o Vaticano podem gozar mas com Deus não. O Júlio também tentou o seu veneno, mas quem o ia esganando era a Dona Rosa.
Acho que vou ter os advogados do Herculano, do João e do Júlio à minha porta com esta reportagem, mas eu e o pai Carneiro arranjamos um bom advogado e vencemo-los em tribunal eh, eh.
André Vilaça
Eu também acredito em Deus, acho que Buda foi mandado por Deus. Não gostei da conversa, porque eu acredito que Deus criou o Mundo e eles estavam a brincar com coisas sérias. Com o Vaticano podem gozar mas com Deus não. O Júlio também tentou o seu veneno, mas quem o ia esganando era a Dona Rosa.
Acho que vou ter os advogados do Herculano, do João e do Júlio à minha porta com esta reportagem, mas eu e o pai Carneiro arranjamos um bom advogado e vencemo-los em tribunal eh, eh.
André Vilaça
Projecto “InBetweeN”
No dia 8 de Abril fomos ao Colégio do Sardão ter uma aula sobre a Bélgica em Inglês com a professora Annike. Nos fizemos um jogo com palavras em Inglês e Holandês .
Nós levamos as peças de barro que eles fizeram quando estiveram cá na APPDA-Norte.
Na Bélgica falam três línguas que são: o Francês, o Holandês e o Alemão.
Um dos símbolos da Bélgica é a estátua do menino a fazer xixi. Vimos também o mapa da Bélgica e ficámos a saber que a Bélgica é uma monarquia.
Ficamos também a conhecer melhor a História da Bélgica.
André Ribeiro
Nós levamos as peças de barro que eles fizeram quando estiveram cá na APPDA-Norte.
Na Bélgica falam três línguas que são: o Francês, o Holandês e o Alemão.
Um dos símbolos da Bélgica é a estátua do menino a fazer xixi. Vimos também o mapa da Bélgica e ficámos a saber que a Bélgica é uma monarquia.
Ficamos também a conhecer melhor a História da Bélgica.
André Ribeiro
Projecto “InBetweeN”
No dia 20 de Maio tivemos a nossa penúltima aula no colégio do Sardão. Essa aula foi sobre alguns países da Europa e esses países foram a Itália, a França, o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha.
Fizemos uns exercícios em que tínhamos de repetir algumas frases em Italiano, em Alemão, em Inglês e em Espanhol.
Vimos também num mapa onde ficavam esses países.
A próxima aula vai ser a última.
Eu tenho pena de estar a acabar porque vou ter saudades dos amigos que fiz lá e também porque aprendi muitas coisas desde que começamos.
André Ribeiro
Fizemos uns exercícios em que tínhamos de repetir algumas frases em Italiano, em Alemão, em Inglês e em Espanhol.
Vimos também num mapa onde ficavam esses países.
A próxima aula vai ser a última.
Eu tenho pena de estar a acabar porque vou ter saudades dos amigos que fiz lá e também porque aprendi muitas coisas desde que começamos.
André Ribeiro
Um dia com… Miguel Pinto
Já tínhamos planeado este dia com… há muito tempo mas ou eu faltava por causa dos meus sobrinhos ou era feriado. Mas o dia chegou e de manhã fomos ao café no Rocky Point. Tivemos de mudar de sitio porque começou um temporal e houve uma pequena inundação, depois fomos jogar matraquilhos e o Miguel ficou na plateia a assistir. O João Araújo e o André Ribeiro ganharam o primeiro jogo mas o último ganhamos nós, eu e o Herculano. Regressamos ao centro aonde eu almocei na cozinha de cima com o grupo do Miguel. O João apareceu buscando comida e logo começou a assobiar todo contente, a Ana começou a dizer que era falta de educação mas ele não parava de assobiar e quase que ela pegava na faca e lhe saltava ao pescoço. O Miguel só se ria. Ele adora a Kika, e ela adora-o a ele.
Depois do intervalo fui com o Miguel para a cozinha vê-lo a limpar, ele é a Cinderela do grupo C. Limpou a cozinha num instante e fez-me perguntas sobre uma história da qual ele é fã nº1 chamada “O Novo Mourinho”. Tenho que fazer um site só para ele, com novidades da série. Mas só em Junho é que ele vai poder ler a segunda temporada. As raparigas do centro vão adorar e o Sr. Carneiro também. O Miguel vai delirar porque eu descrevo os jogos tipo os anúncios televisivos da Nike, com aquela velocidade e câmara lenta e com chuva.
O Miguel é a nossa Preguiça do filme “Idade do Gelo”. Adora futebol e um dia eu irei realizar o seu sonho de conhecer o Maradona.
Ele segue um ensinamento do Buda, porque vive a vida com alegria. Nunca o vi zangado, quer dizer uma vez, com a Marta, mas esta zanga foi mais cómica do que outra coisa. Parecia a aldeia do Asterix e eu estava quase a vê-los à porrada.
E Salta Miguel e salta.
Depois do intervalo fui com o Miguel para a cozinha vê-lo a limpar, ele é a Cinderela do grupo C. Limpou a cozinha num instante e fez-me perguntas sobre uma história da qual ele é fã nº1 chamada “O Novo Mourinho”. Tenho que fazer um site só para ele, com novidades da série. Mas só em Junho é que ele vai poder ler a segunda temporada. As raparigas do centro vão adorar e o Sr. Carneiro também. O Miguel vai delirar porque eu descrevo os jogos tipo os anúncios televisivos da Nike, com aquela velocidade e câmara lenta e com chuva.
O Miguel é a nossa Preguiça do filme “Idade do Gelo”. Adora futebol e um dia eu irei realizar o seu sonho de conhecer o Maradona.
Ele segue um ensinamento do Buda, porque vive a vida com alegria. Nunca o vi zangado, quer dizer uma vez, com a Marta, mas esta zanga foi mais cómica do que outra coisa. Parecia a aldeia do Asterix e eu estava quase a vê-los à porrada.
E Salta Miguel e salta.
Entrevista com… Amélia Monteiro
André Morais – Que tal está a ser a sua experiência aqui na APPDA-Norte?
Amélia Monteiro – Quando entrei na associação foi um pouco complicado, nunca tinha tido contacto com esta realidade. Agora passados 6 meses posso dizer que é uma experiência muito boa, enriquecedora, aprendi imensas coisas, quer com os miúdos ou com os colegas de trabalho.
André Morais – Em termos de actividades, tem alguma sugestão?
Amélia Monteiro – Em relação às actividades de exterior penso que estão bem organizadas, em relação às actividades do centro penso que se deveriam fazer outras coisas, de acordo com as capacidades e os interesses dos utentes.
André Morais – E em relação ao Zapping? Tem sugestões?
Amélia Monteiro – Acho que está bem estruturado, embora ache que haviam de haver mais pessoas a participar na sua execução e o seu conteúdo se alargasse mais às actividades dos outros grupos.
André Morais - Em nome de toda a equipa do Zapping obrigado e a continuação de um bom trabalho.
Amélia Monteiro – Quando entrei na associação foi um pouco complicado, nunca tinha tido contacto com esta realidade. Agora passados 6 meses posso dizer que é uma experiência muito boa, enriquecedora, aprendi imensas coisas, quer com os miúdos ou com os colegas de trabalho.
André Morais – Em termos de actividades, tem alguma sugestão?
Amélia Monteiro – Em relação às actividades de exterior penso que estão bem organizadas, em relação às actividades do centro penso que se deveriam fazer outras coisas, de acordo com as capacidades e os interesses dos utentes.
André Morais – E em relação ao Zapping? Tem sugestões?
Amélia Monteiro – Acho que está bem estruturado, embora ache que haviam de haver mais pessoas a participar na sua execução e o seu conteúdo se alargasse mais às actividades dos outros grupos.
André Morais - Em nome de toda a equipa do Zapping obrigado e a continuação de um bom trabalho.
Quinta-feira, Maio 08, 2008
Editorial
Agora do que se fala nos jornais é sobre a professora, a aluna e o telemóvel.
Se eu fosse professor, quando ela gritasse comigo eu atirava o telemóvel pela janela e mandava-a ir buscá-lo.
No nono ano tínhamos uma professora que não tinha mão em nós, então ela desabafou com a melhor professora que tive, a Dr. Alice, que entrou na sala de aula e castigou os responsáveis.
Os professores devem ter mão nos alunos e pelo menos saber uma arte marcial.
O aluno que filmou tudo não devia ser castigado porque ele apenas mostrou o que se passava na sala de aula. A escola é que está envergonhada com o que aconteceu.
Deviam fazer como um professor fez na América, em que o aluno não desligou o telemóvel e pôs-se a falar na aula e o professor tirou-lhe o telemóvel e atirou-o ao chão partindo-o.
Nos anos 60, numa aula de Moral, aconteceu algo em que até voaram sapatos, na altura que o professor explicava a vida de Cristo. A sorte daquela escola é que ainda não havia You Tube e telemóveis.
Agora já não há respeito do aluno pelo professor como antigamente.
André Vilaça
Se eu fosse professor, quando ela gritasse comigo eu atirava o telemóvel pela janela e mandava-a ir buscá-lo.
No nono ano tínhamos uma professora que não tinha mão em nós, então ela desabafou com a melhor professora que tive, a Dr. Alice, que entrou na sala de aula e castigou os responsáveis.
Os professores devem ter mão nos alunos e pelo menos saber uma arte marcial.
O aluno que filmou tudo não devia ser castigado porque ele apenas mostrou o que se passava na sala de aula. A escola é que está envergonhada com o que aconteceu.
Deviam fazer como um professor fez na América, em que o aluno não desligou o telemóvel e pôs-se a falar na aula e o professor tirou-lhe o telemóvel e atirou-o ao chão partindo-o.
Nos anos 60, numa aula de Moral, aconteceu algo em que até voaram sapatos, na altura que o professor explicava a vida de Cristo. A sorte daquela escola é que ainda não havia You Tube e telemóveis.
Agora já não há respeito do aluno pelo professor como antigamente.
André Vilaça
II Curso “A Qualidade de Vida em Pessoas com Perturbações do Espectro do Autismo”
No dia 19 de Abril começa o II curso “A Qualidade de Vida em Pessoas com Perturbações do Espectro do Autismo”.
Este II curso surge na sequência do interesse demonstrado em torno do I curso, que decorreu entre Janeiro e Março de 2008, em horário pós-laboral e à sexta-feira.
Assim, este II curso irá manter a estrutura do I, em termos funcionais e de conteúdos, mas irá decorrer aos sábados de manhã.
Este II curso surge na sequência do interesse demonstrado em torno do I curso, que decorreu entre Janeiro e Março de 2008, em horário pós-laboral e à sexta-feira.
Assim, este II curso irá manter a estrutura do I, em termos funcionais e de conteúdos, mas irá decorrer aos sábados de manhã.
Contos do Autismo por André Vilaça
Era uma linda tarde de Março, era sexta-feira santa e tinha convidado o Sr. Carneiro, a Natália e o Herculano a virem comigo à Feira de Vila do Conde. O Sr. Carneiro enquanto guiava perguntou – Se vamos passar em Vila do Conde a Páscoa, aonde é que vamos dormir?
- Sosseguem, a minha prima tem lá casa. Ela não está, mas deixou-nos ficar na casa dela.
- Está bem.
O Herculano via net no computador portátil da Natália e ela dizia zangada – Qualquer um agora tem um blog na internet para escrever coisas estúpidas e o que vier à cabeça. Aonde este mundo irá parar…
- Também tens dois blogs, amiga.
- A sério e quais são?
http://www.chataquesódizdisparates.blogspot.com/ ou http://www.aproftagarela.blogspot.com/. Eh, eh, eh...
Ela saltou-lhe ao pescoço, eu e o Carneiro só nos riamos e a Renata acordou e olhou para eles. A Natália rindo-se voltou a sentar-se pegando no computador. Chegamos a Vila do Conde, pode ser pequena mas eu adoro aquela cidade. Fomos a casa da minha prima pousar as mochilas antes de irmos à feira. A casa tinha uma sala enorme com a sala de jantar ao lado, a cozinha ao lado e um corredor e no outro lado dois quartos. Eu fiquei com o do meio juntamente com o Sr. Carneiro. Um deles ia ter que dormir na sala, por isso a Natália e o Herculano queriam ficar com o outro quarto. Presos na porta de entrada, eles diziam - Eu não fico na sala, fica tu, porque não tens filhos – dizia a Natália.
- Não uses a Renata como desculpas, eu é que não fico na sala.
- Ai ficas, ficas…
- Malta que tal dividirem o quarto, têm aí duas camas e a Renata pode dormir contigo Natália.
- Como é que mudamos de roupa?
- Simples, o Herculano muda-se na casa de banho – disse o Sr. Carneiro, resolvendo o assunto.
Lá fomos à feira. Lá estava a minha mãe à nossa espera, cumprimentou-nos e lá entramos todos juntos. Quando saímos a minha mãe e a Natália estavam cheias de compras, a minha mãe regressou ao Porto e nós fomos jantar a um simpático restaurante em que a esplanada é em frente duma poderosa igreja Romana. Eu vou sempre lá comer porque tenho aquele poderoso monumento à minha frente e é fixe. Fomos todos para casa, eu e o Carneiro fomos ao Modelo às compras. A Natália via tudo o que comprou e a Renata disse – O pai vai matar-te, tu só compraste coisas estúpidas.
- Quando fores da minha idade tu irás entender.
Chegamos com as compras e eu e o Carneiro fomos fazer o jantar enquanto a Natália andava ao barulho com o Herculano. A Natália entrou no nosso quarto e viu-me a mim e ao Carneiro a irmos um contra o outro dizendo – Luta de barrigas.
Logo batemos com as nossas grandes barrigas uma na outra e olhamos para a Natália que disse – Só queria desejar-vos boa noite.
- Boa noite.
- Sosseguem, a minha prima tem lá casa. Ela não está, mas deixou-nos ficar na casa dela.
- Está bem.
O Herculano via net no computador portátil da Natália e ela dizia zangada – Qualquer um agora tem um blog na internet para escrever coisas estúpidas e o que vier à cabeça. Aonde este mundo irá parar…
- Também tens dois blogs, amiga.
- A sério e quais são?
http://www.chataquesódizdisparates.blogspot.com/ ou http://www.aproftagarela.blogspot.com/. Eh, eh, eh...
Ela saltou-lhe ao pescoço, eu e o Carneiro só nos riamos e a Renata acordou e olhou para eles. A Natália rindo-se voltou a sentar-se pegando no computador. Chegamos a Vila do Conde, pode ser pequena mas eu adoro aquela cidade. Fomos a casa da minha prima pousar as mochilas antes de irmos à feira. A casa tinha uma sala enorme com a sala de jantar ao lado, a cozinha ao lado e um corredor e no outro lado dois quartos. Eu fiquei com o do meio juntamente com o Sr. Carneiro. Um deles ia ter que dormir na sala, por isso a Natália e o Herculano queriam ficar com o outro quarto. Presos na porta de entrada, eles diziam - Eu não fico na sala, fica tu, porque não tens filhos – dizia a Natália.
- Não uses a Renata como desculpas, eu é que não fico na sala.
- Ai ficas, ficas…
- Malta que tal dividirem o quarto, têm aí duas camas e a Renata pode dormir contigo Natália.
- Como é que mudamos de roupa?
- Simples, o Herculano muda-se na casa de banho – disse o Sr. Carneiro, resolvendo o assunto.
Lá fomos à feira. Lá estava a minha mãe à nossa espera, cumprimentou-nos e lá entramos todos juntos. Quando saímos a minha mãe e a Natália estavam cheias de compras, a minha mãe regressou ao Porto e nós fomos jantar a um simpático restaurante em que a esplanada é em frente duma poderosa igreja Romana. Eu vou sempre lá comer porque tenho aquele poderoso monumento à minha frente e é fixe. Fomos todos para casa, eu e o Carneiro fomos ao Modelo às compras. A Natália via tudo o que comprou e a Renata disse – O pai vai matar-te, tu só compraste coisas estúpidas.
- Quando fores da minha idade tu irás entender.
Chegamos com as compras e eu e o Carneiro fomos fazer o jantar enquanto a Natália andava ao barulho com o Herculano. A Natália entrou no nosso quarto e viu-me a mim e ao Carneiro a irmos um contra o outro dizendo – Luta de barrigas.
Logo batemos com as nossas grandes barrigas uma na outra e olhamos para a Natália que disse – Só queria desejar-vos boa noite.
- Boa noite.
Cantinho do Humor
A galinha estava entretida a chocar os ovos e não ligava ao galo. Quando ela foi comer, ele zangado, foi ao seu ninho e partiu-lhe os ovos todos menos um, que era de barro. Ele então disse, furioso – Não me digas que a traidora anda metida com o galo de Barcelos.
O Herculano chegou ao curso atrasado, a Natália zangada perguntou-lhe o que andara a fazer. Ele disse-lhe, e quando ela lhe perguntou se tinha provas, ele usou um truque - Tenho sim, o fantasma que nunca mente, o problema é que eu sou o único que o vejo.
- Está bem, usa-o – disse a Natália não muito convencida.
- Fantasma, tu sabes se eu estou a mentir? – Faz-se silêncio e o Herculano diz – Então se sabes, fixe. Diz-me lá quem é que está a mentir? Ei… não apontes para mim!
O Herculano chegou ao curso atrasado, a Natália zangada perguntou-lhe o que andara a fazer. Ele disse-lhe, e quando ela lhe perguntou se tinha provas, ele usou um truque - Tenho sim, o fantasma que nunca mente, o problema é que eu sou o único que o vejo.
- Está bem, usa-o – disse a Natália não muito convencida.
- Fantasma, tu sabes se eu estou a mentir? – Faz-se silêncio e o Herculano diz – Então se sabes, fixe. Diz-me lá quem é que está a mentir? Ei… não apontes para mim!
The Beatles
Nunca houve uma banda tão magnífica quanto os Beatles. Os quatro mosqueteiros (como o Sr. Carneiro costuma chamá-los) revolucionaram o rock no mundo. Fundados pelo grande John Lennon, por Paul Mccartney, e claro, pelo resto do grupo George Harrison e Ringo Star. Foi uma loucura a Beatlemania, às vezes invejo o Sr. Carneiro porque ele viveu a Beatlemania, de vez em quando ele mata-me a curiosidade ao contar-me como é que ele e os da sua geração a viveram. O meu Beatle preferido é o grande John Lennon, o mais rebelde da banda. Ele e o Paul Mccartney fizeram a melhor dupla no que diz respeito a escrever músicas de amor. Todas as músicas da banda foram escritas por eles os dois. Eu colecciono tudo o que tenha a ver com os Beatles e nas ferias de verão vou a Liverpool ver a cidade inglesa aonde tudo começou. Pode ser que tenha sorte e encontre por lá o Paul Mccartney ou o Ringo Star, os únicos membros vivos da banda. Todos os anos, no dia 9 de Outubro e no dia 8 de Dezembro, eu meto uma vela a arder pela alma do John Lennon, não faço como os grandes fãs que fazem missas porque isso é muito caro.
Agora eu adoro todas as músicas dos Beatles, mas tenho três que adoro ouvir que são – “ Love me do “, “ Across the Universe “, e claro a musica “Anna “.
Há bandas que com o passar do tempo perdem a graça, mas os Beatles são como o vinho do Porto e com o passar do tempo continuam cada vez melhores.
André Vilaça
André Crowe
Agora eu adoro todas as músicas dos Beatles, mas tenho três que adoro ouvir que são – “ Love me do “, “ Across the Universe “, e claro a musica “Anna “.
Há bandas que com o passar do tempo perdem a graça, mas os Beatles são como o vinho do Porto e com o passar do tempo continuam cada vez melhores.
André Vilaça
André Crowe
O Budismo Zen
Eu sou, desde que me diagnosticaram autismo, Budista. Os ensinamentos do Buda da Compaixão ajudaram-me muito. Acredito na reencarnação. Eu na outra vida devo ter sido um oriental, porque eu adoro tudo o que seja oriental, principalmente o Japão antigo. Um dia estava a ver o “ Ultimo Samurai “ e na altura em que vejo a aldeia japonesa nas montanhas deu-me uma saudade enorme como se alguma vez já lá tivesse estado.
O meu líder espiritual é o Dalai Lama, adoraria tê-lo conhecido quando ele esteve em Portugal, já estive perto de o conhecer e de falar com ele, mas algo aconteceu e não se realizou o encontro.
Todos os dias meto incenso ao Buda e peço protecção para mim e para quem gosto. A oração é mais ou menos assim – “O que é que Buda sabe? A Verdade que há nos nossos corações “.
Eu depois de perder a minha avô fiquei zangado com o mundo, fiquei insuportável, então peguei no livro sobre a vida de Buda que é a minha bíblia e li algo – “ Uma mulher morreu-lhe o filho, ela foi pedir ao Buda para o ressuscitar. Buda sorriu-lhe e disse-lhe que fazia o que ela pedia, se ela encontrasse em casa dos vizinhos alguém que já tivesse voltado dos mortos. Ela não teve sorte e então aprendeu que todos nós temos que nascer e morrer porque é a nossa maldição “. Então acalmei a minha fúria e compreendi tudo.
André Vilaça
O meu líder espiritual é o Dalai Lama, adoraria tê-lo conhecido quando ele esteve em Portugal, já estive perto de o conhecer e de falar com ele, mas algo aconteceu e não se realizou o encontro.
Todos os dias meto incenso ao Buda e peço protecção para mim e para quem gosto. A oração é mais ou menos assim – “O que é que Buda sabe? A Verdade que há nos nossos corações “.
Eu depois de perder a minha avô fiquei zangado com o mundo, fiquei insuportável, então peguei no livro sobre a vida de Buda que é a minha bíblia e li algo – “ Uma mulher morreu-lhe o filho, ela foi pedir ao Buda para o ressuscitar. Buda sorriu-lhe e disse-lhe que fazia o que ela pedia, se ela encontrasse em casa dos vizinhos alguém que já tivesse voltado dos mortos. Ela não teve sorte e então aprendeu que todos nós temos que nascer e morrer porque é a nossa maldição “. Então acalmei a minha fúria e compreendi tudo.
André Vilaça
El Zorro— a história por detrás do mito
Carlos leitores do Zapping, enquanto estive doente, andei na Internet a investigar sobre uma das minhas paixões que é a História Universal. Então descobri que o nosso herói de infância, o mascarado cavaleiro mexicano Zorro, existiu mesmo.
Ele defendeu os direitos dos mexicanos, que naquela altura eram maltratados pelos poderosos governantes. Como o verdadeiro Zorro falava espanhol, todos os que falavam espanhol eram suspeitos e presos pelo governo.
O povo mexicano adorava-o tanto que inventou lendas e feitos extraordinários, como os que normalmente vemos agora nas bandas desenhadas e nos filmes.
O verdadeiro Zorro chamava-se Diego de La Vega, e o seu túmulo ainda é tratado pelos descendentes que ele tão valentemente defendeu.
André Vilaça
André Vilaça
Ele defendeu os direitos dos mexicanos, que naquela altura eram maltratados pelos poderosos governantes. Como o verdadeiro Zorro falava espanhol, todos os que falavam espanhol eram suspeitos e presos pelo governo.
O povo mexicano adorava-o tanto que inventou lendas e feitos extraordinários, como os que normalmente vemos agora nas bandas desenhadas e nos filmes.
O verdadeiro Zorro chamava-se Diego de La Vega, e o seu túmulo ainda é tratado pelos descendentes que ele tão valentemente defendeu.
André Vilaça
André Vilaça
Corrida do Dia do Pai por André Ribeiro
No dia 9 de Março houve a corrida e caminhada do Dia do Pai. Eu fui fazer a reportagem e acabei por ir para a caminhada. A distância do percurso da caminhada era 4 km. E da corrida era 10 km. A causa da corrida e da caminhada era a favor do nosso centro. Estava muita gente a correr e a caminhar. Estas iniciativas são muito boas porque ajudam muito. Os miúdos e técnicos do Centro, a cozinheira D. Adriana e a sua sobrinha Marta do colégio do Sardão estiveram presentes, tal como a Deolinda, a Ermelinda e a sua filha. Eu e o Herculano vimos o Vilaça. Deu-lhe a preguiça e ficou só a ver. O Centro teve uma receita de 15 mil euros.
Just Girls por André Ribeiro
As Just Girls nasceram na série 5 dos Morangos com Açúcar e são a primeira banda feminina. Os nomes delas são: Diana Monteiro (Carolina), Ana Maria Velez (Anabela), Kiara Tima (Alice) e Helga Posser (Xana).As Just Girls já lançaram o seu primeiro CD. O disco das Just Girls já é tri-platina Elas estiveram no último concerto dos D’zrt a cantar e cantaram com o Angélico.
Elas deram a voz a um filme de animação intitulado Winx. Elas vão dar o seu primeiro concerto ao vivo a 19 de Abril em Guimarães, no Pavilhão Multiusos.
Elas deram a voz a um filme de animação intitulado Winx. Elas vão dar o seu primeiro concerto ao vivo a 19 de Abril em Guimarães, no Pavilhão Multiusos.
Um dia com… Comigo mesmo
Esta semana estive doente, de cama, a ler livros. Acabei de ler a biografia de D. Carlos. Não via televisão porque não dá nada de jeito na televisão durante a semana, só programas chatos e novelas estúpidas, antigamente é que sabiam fazer novelas. Quando estava melhor ia para o computador ver net e escrever histórias, mas às cinco em ponto voltava para a cama, porque era a hora em que a minha mãe vinha para casa e ela não queria que eu saísse da cama. Não recebi e-mails de ninguém, só no final da semana é que recebi da minha amiga de coração Ana Carneiro que, como o sobrenome indica é a filha mais nova do Sr. Carneiro com quem eu costumo trocar e-mails, e do Herculano com assuntos importantes sobre o meu livro. Também falei com a minha amiga Anita. Nós só temos um assunto, John Lennon e Beatles. Na net investiguei História Antiga, e claro fui ver coisas acerca da viagem de sonho que irei fazer nas férias de verão, a Liverpool, que é a cidade do Porto de Inglaterra, mas mais importante ainda, é a terra dos Beatles. Ouvi música no meu MP3 e quando fiquei curado ouvi a melhor banda sonora de todos os tempos que é a do filme “Reino dos Céus “, que junta musica cristã e muçulmana, o Júlio ia adorar. Pratiquei também o meu estilo de desenho. Eu vi um desenho de um amigo que já morreu, que fez o rosto do Pai Natal, e então fiz o mesmo mas com o rosto do Sr. Carneiro, está excelente. Tenho é que melhorar o desenho das mãos e fazer os sorrisos, mas o Herculano já tratou disso.
Eu sou uma pessoa chata, mas com um coração maior que o mundo, e aprendi com o Sr. Carneiro a ser uma pessoa melhor. Falo pouco mas oiço bem, estou viciado na história de vida do Sr. Carneiro, e quando vocês rezam para que ele se cale, eu peço para que ele não pare.
Poucos me compreendem, mas quem me compreende vê que sou um tipo às direitas.
André Vilaça
Eu sou uma pessoa chata, mas com um coração maior que o mundo, e aprendi com o Sr. Carneiro a ser uma pessoa melhor. Falo pouco mas oiço bem, estou viciado na história de vida do Sr. Carneiro, e quando vocês rezam para que ele se cale, eu peço para que ele não pare.
Poucos me compreendem, mas quem me compreende vê que sou um tipo às direitas.
André Vilaça
Entrevista Flash… D. Adriana
Um filme… Música no coração
Um livro… As cidades e as serras
Um restaurante… O bem assado
Um prato preferido… Bacalhau
Um destino de sonho… Itália
Uma musica… “Paixão” de Rui Veloso
Um hobby… Ler
Um animal… Cão
Um desejo… Ser rica
Um livro… As cidades e as serras
Um restaurante… O bem assado
Um prato preferido… Bacalhau
Um destino de sonho… Itália
Uma musica… “Paixão” de Rui Veloso
Um hobby… Ler
Um animal… Cão
Um desejo… Ser rica
O 25 de Abril por André Vilaça
Acabou a Monarquia e subiu a República, mas como ninguém se entendia, Portugal acabou por entrar numa ditadura, com o primeiro-ministro Oliveira Salazar a criar uma policia chamada PIDE, que se tornou tão poderosa que ele deixou de ter mão nela. Resumindo, Portugal viveu dias de terror e se as pessoas falassem de mais eram presas pela PIDE. Entretanto começou também a guerra do ultramar, que estragou a geração de 60.
Então um soldado chamado Salgueiro Maia, farto disso, comandou uma revolução na madrugada de 25 de Abril. A ditadura caiu, porque o primeiro ministro que governava depois de Salazar morrer, Marcelo Caetano, era um incompetente. Esta revolução admirou o mundo porque não houve sangue, só morreram 2 pessoas por causa da PIDE, que disparou para a multidão.
Neste mesmo dia eu e o Herculano vamos a Braga apresentar o meu livro.
É uma boa maneira de eu falar do meu livro.
Eu aprendi uma coisa que o Rui Veloso me ensinou numa das conversas que tivemos por e-mail. Eu falei-lhe do meu pequeno sucesso enquanto escritor e então ele disse-me que se eu me tornasse num escritor famoso para não deixar nunca de ser humilde e modesto e ter sempre os pés bem assentes na terra.
No próximo número do Zapping falaremos de como é que correu a apresentação.
Então um soldado chamado Salgueiro Maia, farto disso, comandou uma revolução na madrugada de 25 de Abril. A ditadura caiu, porque o primeiro ministro que governava depois de Salazar morrer, Marcelo Caetano, era um incompetente. Esta revolução admirou o mundo porque não houve sangue, só morreram 2 pessoas por causa da PIDE, que disparou para a multidão.
Neste mesmo dia eu e o Herculano vamos a Braga apresentar o meu livro.
É uma boa maneira de eu falar do meu livro.
Eu aprendi uma coisa que o Rui Veloso me ensinou numa das conversas que tivemos por e-mail. Eu falei-lhe do meu pequeno sucesso enquanto escritor e então ele disse-me que se eu me tornasse num escritor famoso para não deixar nunca de ser humilde e modesto e ter sempre os pés bem assentes na terra.
No próximo número do Zapping falaremos de como é que correu a apresentação.
Segunda-feira, Março 10, 2008
Seminário Internacional “New Bridges on Autism”
Eu no dia 22 de Fevereiro fui com o Herculano a um seminário europeu de autismo. Ia calmo porque só ia marcar presença e dar alguns autógrafos a quem comprasse o meu livro. Então o Herculano teve a ideia de eu ler do meu livro o texto “ O meu outro lado “. Olhei à minha volta, aquilo estava cheio, ia recusar mas queria que o Herculano e o Sr. Carneiro tivessem orgulho em mim, não podia desiludi-los desta maneira. Então aceitei esse desafio, fiquei nervoso, a minha vontade era desistir e então comecei a rezar baixinho ao S. Francisco, meu protector, uma pequena reza que um franciscano me ensinara em Assis. Ele dizia que o meu santinho de Assis ouvia a minha voz. Enquanto esperava pela minha vez, adormeci por uns segundos porque a conversa era chata. Ao abrir os olhos, fiquei envergonhado, eu tinha adormecido ali, mas ninguém viu acho eu. No intervalo eu estava triste porque ninguém comprava o meu livro. Entretanto a directora do seminário chamou-nos, segurei com força a minha medalhinha do S. Francisco e lá fiz a reza outra vez. Enquanto o Herculano falava de mim, as pessoas olhavam-me e em cada língua diziam “ O André Vilaça é aquele jovem “. O Herculano olhou para mim e chamou-me, respirei fundo e subi ao palco. Li então, um pouco nervoso, li com uma pressa que quase ninguém percebia, mas para meu alívio havia um tradutor que lá conseguiu traduzir tudo para Inglês.
Há uma parte do texto que eu escrevi que o Carneiro disse: somos todos uma cambada de autistas. Eu adorei chamar todos da plateia de autistas, a plateia riu-se.
Estava tão nervoso que nem me lembrei de fechar o programa no PC. No intervalo, para meu espanto, todos do seminário correram lá para fora para comprarem o meu livro, ainda por cima dei alguns autógrafos.
Para terminar, quero dizer que neste seminário eu fiz o Herculano e o Sr. Carneiro terem orgulho em mim, mas o mais importante é que eu tive orgulho em mim mesmo.
Porque como diz o matemático John Nash “ A coragem é mais poderosa que o poder da mente “. Isso é o meu lema, porque eu tive coragem para lutar por aquilo em que acreditava, mesmo que a minha mente dissesse o contrário, que não era capaz, para desistir.
André Vilaça
Há uma parte do texto que eu escrevi que o Carneiro disse: somos todos uma cambada de autistas. Eu adorei chamar todos da plateia de autistas, a plateia riu-se.
Estava tão nervoso que nem me lembrei de fechar o programa no PC. No intervalo, para meu espanto, todos do seminário correram lá para fora para comprarem o meu livro, ainda por cima dei alguns autógrafos.
Para terminar, quero dizer que neste seminário eu fiz o Herculano e o Sr. Carneiro terem orgulho em mim, mas o mais importante é que eu tive orgulho em mim mesmo.
Porque como diz o matemático John Nash “ A coragem é mais poderosa que o poder da mente “. Isso é o meu lema, porque eu tive coragem para lutar por aquilo em que acreditava, mesmo que a minha mente dissesse o contrário, que não era capaz, para desistir.
André Vilaça
Entrevista Flash… Pedro Faria
Um filme… Delicatessen
Um livro… 1984
Um restaurante… Farmácia Campos
Um prato preferido… Francesinha
Um destino de sonho… Matosinhos
Uma musica… ”You can’t judge a book by looking at the cover” Bo Didley
Um hobby… Música
Um animal… O corvo
Um desejo… Viver muitos anos
André Morais
Um livro… 1984
Um restaurante… Farmácia Campos
Um prato preferido… Francesinha
Um destino de sonho… Matosinhos
Uma musica… ”You can’t judge a book by looking at the cover” Bo Didley
Um hobby… Música
Um animal… O corvo
Um desejo… Viver muitos anos
André Morais
Um dia com… Herculano Castro
Eu, no dia com... fui com o meu irmão adoptivo a Lisboa a um seminário de autismo. Ele foi pontual porque apareceu às horas combinadas. A viagem foi cansativa e divertida, eu adormeci algumas vezes e o Herculano estava a ponto de se juntar a mim. Paramos na estação de serviço em Pombal, onde tomamos um café e um descafeinado para acordarmos. Chegamos a Lisboa. O Herculano beijava a águia no estádio do Benfica e eu rogava pragas para que ela explodisse, e o Herculano gritasse em pânico “ NÂO “. Perdemo-nos mas fomos salvos pela Dr. Paula que apareceu à nossa frente e nós seguimo-la.
No seminário, o Herculano falava mais com a Dra. Paula, eu só o seguia. Fizemos o trabalho na boa e depois fomos almoçar. Escolhemos tanta coisa que acabamos por comer o normal, o Herculano dizia que eu podia escolher o que mais gostasse porque eram eles que pagavam o almoço. Regressamos ao seminário onde vimos mais um trabalho e depois regressamos à cidade que devia ser a capital que é o nosso Porto. Ainda tivemos à procura do nosso carro, eu ria-me porque o Herculano parecia o Peter Parker, tudo lhe acontecia. O Herculano imaginava a Natália em diabo à espera dele se chegasse tarde, às vezes via-o a estremecer de medo, por maldição ficamos presos numa fila de trânsito. Conversamos, ouvimos alguma música, até que adormeci de tão cansado que estava. No final o Herculano pediu desculpas à Natália, de joelhos e cheio de medo, por chegar tarde.
O Herculano é o meu Obi Wan Kenobi, porque está sempre a tentar que eu siga em frente, é um amigo fiel, sei que com ele posso sempre contar, ele é um rapaz às direitas.
E salta Herculano, salta.
André Vilaça
No seminário, o Herculano falava mais com a Dra. Paula, eu só o seguia. Fizemos o trabalho na boa e depois fomos almoçar. Escolhemos tanta coisa que acabamos por comer o normal, o Herculano dizia que eu podia escolher o que mais gostasse porque eram eles que pagavam o almoço. Regressamos ao seminário onde vimos mais um trabalho e depois regressamos à cidade que devia ser a capital que é o nosso Porto. Ainda tivemos à procura do nosso carro, eu ria-me porque o Herculano parecia o Peter Parker, tudo lhe acontecia. O Herculano imaginava a Natália em diabo à espera dele se chegasse tarde, às vezes via-o a estremecer de medo, por maldição ficamos presos numa fila de trânsito. Conversamos, ouvimos alguma música, até que adormeci de tão cansado que estava. No final o Herculano pediu desculpas à Natália, de joelhos e cheio de medo, por chegar tarde.
O Herculano é o meu Obi Wan Kenobi, porque está sempre a tentar que eu siga em frente, é um amigo fiel, sei que com ele posso sempre contar, ele é um rapaz às direitas.
E salta Herculano, salta.
André Vilaça
O Pedro Osório na Equitação
A Equitação é uma terapia com póneis. Desta vez o Pedro Osório participou na actividade, esteve deitado em cima do pónei, aqui têm as fotos desse dia tiradas por mim.
André Ribeiro
André Ribeiro
InBetweeN—Visita à APPDA-Norte
Os alunos do Colégio do Sardão vieram visitar o nosso Centro no dia 20 de Fevereiro.
Nós com eles estivemos a ver um filme sobre a banda do Centro e sobre a música. Estiveram também a conhecer a nossa sala.
Depois foram fazer tecelagem e fizeram também umas coisas em barro. A Joana estava sempre a repetir o nome dela. Nós demos-lhes um exemplar do Zapping em inglês.
Depois foram embora.
André Ribeiro
Nós com eles estivemos a ver um filme sobre a banda do Centro e sobre a música. Estiveram também a conhecer a nossa sala.
Depois foram fazer tecelagem e fizeram também umas coisas em barro. A Joana estava sempre a repetir o nome dela. Nós demos-lhes um exemplar do Zapping em inglês.
Depois foram embora.
André Ribeiro
O Meu Amigo Vindo do Oriente
Caros leitores do Zapping, vou falar-vos de um amigo que vive do outro lado do planeta, mais precisamente na Coreia do Sul.
Não vou dizer o nome dele porque é difícil de dizer, eu chamava-o Lee. Ele era novo na escola em que eu andava. Eu não tinha muitos amigos e fui apresentado por uma professora a ele, porque eu sou fascinado pelo Oriente. Fizemos logo amizade, ele lá tentava falar comigo em coreano mas a única coisa que consegui aprender foi a contar até cinco. Finalmente tinha encontrado um bom amigo, que me compreendia e eu a ele, mas o seu pai teve de regressar à Coreia do Sul. Foi uma despedida um pouco chorona. Trocamos moradas para podermos escrever um ao outro e ainda me lembro daquele abraço que demos na despedida.
Um dia irei visitá-lo à Coreia do Sul, porque morro de saudades dele.
André Vilaça
Não vou dizer o nome dele porque é difícil de dizer, eu chamava-o Lee. Ele era novo na escola em que eu andava. Eu não tinha muitos amigos e fui apresentado por uma professora a ele, porque eu sou fascinado pelo Oriente. Fizemos logo amizade, ele lá tentava falar comigo em coreano mas a única coisa que consegui aprender foi a contar até cinco. Finalmente tinha encontrado um bom amigo, que me compreendia e eu a ele, mas o seu pai teve de regressar à Coreia do Sul. Foi uma despedida um pouco chorona. Trocamos moradas para podermos escrever um ao outro e ainda me lembro daquele abraço que demos na despedida.
Um dia irei visitá-lo à Coreia do Sul, porque morro de saudades dele.
André Vilaça
O Aniversário do Sr. Carneiro
Este mês foi o aniversário do Sr. Carneiro. Ele estava super contente, eu tinha-lhe reservado uma surpresa e estava ansioso por lhe mostrar. Sabem, quando alguém faz anos eu não costumo cantar os parabéns, é a timidez, eu sou super tímido, mas com o Sr. Carneiro é diferente e eu cantei-lhe os parabéns. Depois entreguei-lhe o presente com o qual ele ficou super feliz. Sabem, um dia eu vi-o abraçar com carinho o seu filho Pedro, e pedi a Deus para abraçar o Sr. Carneiro da mesma maneira. Este mês, Deus realizou o meu sonho, porque eu dei-lhe um abraço forte e carinhoso. As lágrimas escorreram pelo meu rosto, mas ninguém notou, felizmente. Depois brindamos com o champanhe, eu pedi aos espíritos do champanhe que lhe concedessem muitos anos de vida. A musica “ Imagine “ do John Lennon é perfeita para o Sr. Carneiro, porque o Sr. Carneiro também deseja um mundo assim.
André Vilaça
André Vilaça
“Os Mistérios do Além no Antigo Egipto” — Casa-Museu Teixeira Lopes
Eu pensava que ia ver uma exposição como as que se vêem nos filmes. Quando cheguei lá fiquei um pouco insatisfeito, queria mais. Mas gostei, realizei um antigo sonho de miúdo que tinha desde que queria ser um arqueólogo tipo Indiana Jones e que era ver uma múmia. Eu adoro o Egipto antigo, mas a minha grande paixão da História Universal é o Japão antigo. Se pudesse ter algo da exposição, queria os Deuses em miniatura. Eu tenho o meu Deus preferido Anubis em miniatura dado por uma professora que foi ao Egipto e me trouxe de presente, ela pensava que me enganava porque dizia que trouxera de um templo perigoso. Eu fingi que acreditava.
Vão ver a exposição até ao dia 26 de Março porque é um tesouro que nós temos e que pertence à nossa Universidade do Porto.
André Vilaça
Vão ver a exposição até ao dia 26 de Março porque é um tesouro que nós temos e que pertence à nossa Universidade do Porto.
André Vilaça
Cantinho do Humor
A Natália apareceu com uns cortinados e o Herculano perguntou-lhe:
- Porque trazes esses cortinados?
- Para o teu computador.
- Mas não se põem cortinados no computador.
- Helloooooo!!! Lá diz… Windows (janelas)!!!
A Marta entrou no centro dizendo:
- Roubaram-me o carro!
- Viste quem foi? – Pergunta o Herculano
- Não, mas anotei a matrícula.
A Dra. Helena pergunta à Marlene:
- Costuma ouvir vozes Marlene?
- Sim… Quando atendo o telemóvel.
- Porque trazes esses cortinados?
- Para o teu computador.
- Mas não se põem cortinados no computador.
- Helloooooo!!! Lá diz… Windows (janelas)!!!
A Marta entrou no centro dizendo:
- Roubaram-me o carro!
- Viste quem foi? – Pergunta o Herculano
- Não, mas anotei a matrícula.
A Dra. Helena pergunta à Marlene:
- Costuma ouvir vozes Marlene?
- Sim… Quando atendo o telemóvel.
Contos do Autismo por André Vilaça
Quando adormeci sonhei que o rei D. Carlos tinha visitado a APPDA-Norte. Todos nós usamos roupas de época, ele apareceu sozinho com a sua escolta, ele era gordinho, com o seu bigode arranjado e usava o seu habitual chapéu branco. A minha mãe ouviu-me rir de noite, também não admira porque todos do Centro estavam engraçados com as roupas de época. Ele cumprimentou-me dizendo que recebera uma carta de um André Vilaça e de um Joaquim Carneiro, a dizer que a nossa instituição estava a precisar de ajuda. Eu e o Carneiro ajoelhamo-nos diante dele mas ele pediu para não o fazermos. Cumprimentamo-lo e convidámo-lo a entrar, como ele gostava pusemos a mesa no nosso jardim com comida até dizer chega. O mais engraçado foi ver o Vasquinho, o Lipinho e a Kika vestidos como na época. O Hugo despiu-se furioso à frente do rei, que tranquilamente o acalmou, sentando-o e vestindo-o com outra roupa. Como ele se portara bem ofereceu-lhe uma maçã. A Kika vendo aquilo, pensou para si mesma um plano para ter o sumo que estava em cima da mesa, foi a correr, sentou-se à beira do rei e portou-se lindamente. No final o rei encheu o seu copo com sumo e ela ficou feliz da vida.
O rei pegou no seu habitual charuto, acendeu-o e disse - Eu quero dizer que vou ajudar APPDA-Norte, no que ela precisar. André e Carneiro, eu vos nomeio representantes do autismo pelo mundo. Um brinde.
Logo brindamos com o rei. Foi um almoço divertido. No final ele abraçou-me a mim e ao Carneiro, voltou para a sua carruagem e foi-se embora. Como agradecimento pusemos o nome D. Carlos I à rua da APPDA-Norte. Depois acordei.
Foi um dos sonhos que adorei sonhar.
O rei pegou no seu habitual charuto, acendeu-o e disse - Eu quero dizer que vou ajudar APPDA-Norte, no que ela precisar. André e Carneiro, eu vos nomeio representantes do autismo pelo mundo. Um brinde.
Logo brindamos com o rei. Foi um almoço divertido. No final ele abraçou-me a mim e ao Carneiro, voltou para a sua carruagem e foi-se embora. Como agradecimento pusemos o nome D. Carlos I à rua da APPDA-Norte. Depois acordei.
Foi um dos sonhos que adorei sonhar.
Editorial
Neste mês vou falar dos cem anos do regicídio. No dia 1 de Fevereiro o dia em que o rei D. Carlos e o seu filho, o herdeiro ao trono D. Luís Filipe, foram inocentemente assassinados pelo Manuel Buiça e o Alfredo Soares.
Como sou monárquico e admirador do rei D. Carlos I, como rei e pessoa, acho que este dia ficou manchado pelo sangue de inocentes, para instaurarem uma República que nada mudou e nada fez durante estes anos todos.
Com a Monarquia pelo menos não éramos os últimos da Europa, como o somos com a República.
D. Carlos era um génio num país de ignorantes do começo do século XX. Ele foi pintor, diplomata, lavrador e também era um génio da Marinha que, juntamente com o seu melhor amigo, Alberto I rei do Mónaco, comprou o iate Amélia.
Ele foi um rei corajoso e leal àquilo em que acreditava. Morreu pelas suas qualidades e não pelos seus defeitos.
André Vilaça
Como sou monárquico e admirador do rei D. Carlos I, como rei e pessoa, acho que este dia ficou manchado pelo sangue de inocentes, para instaurarem uma República que nada mudou e nada fez durante estes anos todos.
Com a Monarquia pelo menos não éramos os últimos da Europa, como o somos com a República.
D. Carlos era um génio num país de ignorantes do começo do século XX. Ele foi pintor, diplomata, lavrador e também era um génio da Marinha que, juntamente com o seu melhor amigo, Alberto I rei do Mónaco, comprou o iate Amélia.
Ele foi um rei corajoso e leal àquilo em que acreditava. Morreu pelas suas qualidades e não pelos seus defeitos.
André Vilaça
Subscrever:
Mensagens (Atom)